Soja: Chicago dá sequência às baixas iniciadas na sexta-feira(08)

Publicado em 11/02/2013 09:17 e atualizado em 11/02/2013 09:49
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Correção técnica depois das fortes altas registradas na semana passada diante de um relatório neutro do USDA e chuvas na Argentina dão tom negativo ao mercado.
As negociações na Bolsa de Chicago dão sequência ao movimento técnico , de reposicionamento dos fundos, iniciado na última sexta-feira. Diante da falta de novidades no relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os investidores aproveitaram o momento para intensificar suas realizações de lucros após uma semana em que os preços registraram boas altas frente às adversidades climáticas na América do Sul. As chuvas do final de semana na Argentina também estão ajudando a puxar negativamente as cotações.

 Na última sexta-feira(08), o  mercado fechou o dia perdendo mais de 30 pontos nos principais vencimentos. Para Glauco Monte, analista da FC Stone, os dois principais focos do mercado para ese relatório foram os números de oferta e demanda para a safra norte-americana e a produção da América do Sul. 

Os estoques finais de soja dos EUA foram reduzidos de 3,67 para 3,4 milhões de toneladas em função, principalmente, de um ligeiro aumento registrado no esmagamento no país. Por outro lado, o USDA aumentou suas estimativas para a safra brasileira de soja, de 82,5 para 83,5 milhões de toneladas, e na Argentina, reduziu de 54 para 53 milhões de toneladas. 

"Existia uma grande expectativa a respeito das projeções para a América do Sul, alguns imaginavam que os números viriam menores do que os do relatório passado, e na verdade, veio igual, com o recuo da Argentina e o aumento no Brasil", afirma Monte. 

Entretanto, apesar destes dados, para Monte esse comportamento do mercado não foi baseado somente no USDA. Diante dos números, os investidores aproveitaram o momento para intensificar suas realizações de lucros após uma semana em que os preços registraram boas altas frente às adversidades climáticas na América do Sul. "Daqui para frente, porém, o mercado deverá se manter mais focado no desenvolvimento e na entrada das safras do Brasil e da Argentina e nas exportações norte-americanas", diz.
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Fonte: Notícias Agrícolas

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