Expectativa de baixos estoques nos EUA estimula soja na CBOT

Publicado em 26/03/2013 14:46
Na sessão desta terça-feira (26), o mercado internacional de grãos busca uma direção com os investidores tentando se posicionar melhor antes do novo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Dessa forma, por volta de 14h30 (horário de Brasília), a soja operava com altas entre 6,25 e 9,25 pontos e o milho e o trigo trabalhavam em campo misto. Ao longo dos negócios de hoje, as três commodities já transitaram entre os campos positivo e negativo. 

O dia é de poucos negócios na Bolsa de Chicago à espera das informações do departamento norte-americano. O USDA trará números dos estoques trimestrais dos EUA em 1º de março, as intenções de plantio e as expectativas para a produtividade na próxima safra do país. 

As expectativas do mercado para os estoques trimestrais de soja dos EUA - em 1º de março - é de 25.8 milhões a 26 milhões de toneladas, segundo números levantados pela agência internacional Dow Jones. Nesse mesmo período do ano passado, o volume era de 37,4 milhões de toneladas. Já para o milho, o volume esperado é algo em torno de 128 milhões de toneladas, enquanto, neste mesmo período do ano passado, as reservas eram de 153 milhões.

"Qualquer número que venha abaixo dessa expectativa poderá favorecer uma alta dos preços em Chicago, será positivo. Já um número acima disso, a impressão do mercado pode ser negativa, uma vez que já vêm sendo precificado um cenário de estoques mais baixos", diz Camilo Motter, economista da Granoeste Corretora. 

Além da espera por esses dados, o mercado ainda observa o caos logístico que se instalou no Brasil com a entrada da nova safra e também com o sinal de alerta no mercado financeiro. O escoamento da soja brasileira continua bastante comprometido em função do congestionamento nas estradas e portos brasileiros. Já no cenário macroeconômico, a confiança da Zona do Euro novamente abalada estimula uma maior aversão ao risco e os investidores deixarem parte de suas posições. 

Outro fator que também começa a atrair a atenção do mercado é o clima nos Estados Unidos. No próximo mês o plantio do milho deve começar efetivamente no país e, até o momento, importantes regiões produtores ainda sofrem com a neve e as baixas temperaturas do solo. 

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Fonte: Notícias Agrícolas

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