Soja: Mercado recua e registra mais uma sessão negativa nesta 6ª

Publicado em 05/04/2013 11:46 e atualizado em 05/04/2013 12:57
Na sessão desta sexta-feira (5), o movimento de queda da soja continua na Bolsa de Chicago. Por volta das 12h45 (horário de Brasília), os principais vencimentos perdiam mais de 9 pontos, porém, mais cedo, a oleaginosa chegou a perder mais de 13. O contrato maio/13, referência para a safra brasileira, valia US$ 13,61, caindo 11 pontos.

O mercado segue recuando no cenário internacional ainda em função, principalmente, dos números divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) já na última quinta-feira (28 de março). Segundo analistas, os investidores continuam deixando suas posições, com o contrato maio rompendo o patamar dos US$ 13,72, buscando, com as novas baixas, osUS$ 13,40. 

Complementando o cenário negativo para os preços da soja, as notícias sobre uma possível nova epidemia de gripe aviária na China também pesam sobre as cotações. Já foram registradas seis mortes e o as autoridades agricolas em Xangai já ordenaram um abate de aves em larga escala. 

"Os outros mercados financeiros estão estressados com a situação da Coreia e a gripe aviária na China, isso faz com que o pessimismo aumente para o mercado de grãos", explica o operador de mercado da McDonald & Pelz, Flávio Oliveira.

As informações impactam negativamente nos preços da soja uma vez que poderiam comprometer as importações chinesas de farelo de soja e também do produto em grão. "Isso influi na psicologia do mercado em Chicago, pois na última vez em foi registrada tal epidemia na China - 2004/2005 -, o consumo de carne de aves caiu entre 40 e 50%, segundo explica o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos. 

Ainda na visão do operador, o mercado tende a se manter pressionado até que o USDA traga seu novo relatório mensal de oferta e demanda, que sai na próxima quarta-feira (10), onde o foco principal dos investidores deve ser nas informações sobre os estoques finais norte-americanos. 

"Além disso, será importante também prestarmos atenção aos níveis de consumo para saber qual será o impacto nos níveis de estoques finais", afirma Oliveira, que também destaca a importância sobre os números sobre a safra da América do Sul, principalmente Brasil e Argentina. 

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Fonte: Notícias Agrícolas

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