Grãos: Soja avança; milho e trigo passam por correção na CBOT

Publicado em 14/05/2013 07:50 e atualizado em 14/05/2013 10:07
Na manhã desta terça-feira (14), os futuros da soja fecharam o pregão eletrônico em campo misto na Bolsa de Chicago, após encerrar do lado positivo da tabela na sessão de ontem. O contrato maio/13, que vence entre hoje e amanhã, era cotado a US$ 15,28 por bushel, com alta de 7 pontos. 

As cotações são sustentadas de um lado pela apertada oferta de soja nos Estados Unidos e a demanda ainda concentrada no país, além da procura dos esmagadores locais por matéria-prima e, por outro, pelo clima adverso nos EUA prejudicando o avanço do plantio. 

Segundo números trazidos no fim da tarde desta segunda (13) pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), a semeadura da oleaginosa está concluída em apenas 6% da área total prevista, contra 13% registrados no mesmo período do ano passado. 

O boletim reportou um atraso tambem bastante significativo para o milho e para o trigo, entretanto, o mercado dos grãos hoje opera próximo da estabilidade, registrando movimentações de correção após as expressivas altas de ontem. Na sessão anterior, os primeiros vencimentos do milho chegaram a subir mais de 20 pontos e no pregão de hoje acabam devolvendo parte desses ganhos. 

Tanto trigo quanto milho fecharam a sessão eletrônica em campo misto na manhã desta terça-feira, com variações entre 0,50 ponto e 4 pontos nas posições mais negociadas. 

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira (13):

Clima ruim para o plantio nos EUA favorece alta dos grãos em Chicago

Nesta segunda-feira (13), a sessão no mercado internacional foi bastante positiva para a soja, o milho e o trigo na Bolsa de Chicago. Os futuros da soja chegaram a operar em campo misto, porém, logo passaram para o lado positivo da tabela e foram ampliando os ganhos ao longo do pregão, com os primeiros vencimentos encerrando o dia com mais de 20 pontos de alta, com o contrato maio rompendo o patamar dos US$ 15 por bushel. No milho, o contrato maio fechou com com mais de 30 pontos positivos. No trigo, os ganhos foram menos intensos. 

A escassa oferta de soja disponível nos Estados Unidos e a demanda tanto interna quanto para exportação muito agressiva tem sido o principal fator de sustentação para os vencimentos mais próximos, ainda referentes à safra velha norte-americana. 

Além disso, como explicou o analista de mercado Glauco Monte, da FCStone, amanhã o contrato maio expira, o que favorece as altas dos contratos mais próximos, puxando os demais também para cima.  

Nas demais posições, as que se referem à safra nova, os preços subiram apesar das estimativas de uma produção recorde de grãos nos EUA trazidas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na última sexta-feira (10). O que impulsionou as cotações foram as condições de clima adverso que seguem comprometendo a boa evolução dos trabalhos de campo no país. 

O tempo permanece muito frio e úmido em importantes regiões produtoras do país, o que impede que o plantio da nova safra avance da forma adequada, estreitando a janela de plantio ideal para a implantação das lavouras. De acordo com Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting, nesse último final de semana nevascar chegaram a atingir estados do norte dos EUA. 

“A janela ideal de plantio para o milho está se fechando. As principais lavouras encerram o período ideal no próximo dia 20, então, teriam que plantar somente esta semana mais de 20 milhões de hectares e não teriam condições para fazer isso. E caso as chuvas se confirmem, os produtores dos EUA terão que plantar mais da metade da safra fora da janela ideal”, diz. 

O consultor ressalta ainda que o plantio da soja, apesar de estar no início, também já registra atrasos, o que não deve fazer com que os produtores deixem a cultura do milho para migrar para a oleaginosa, como vinha sendo especulado pelos participantes do mercado. 

 “Se o clima se confirmar, talvez não consigam nem plantar a soja dentro do período ideal”, afirma Brandalizze. 

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Fonte: Notícias Agrícolas

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