Soja avança com pouca oferta nos EUA; mas safra nova pressiona

Publicado em 20/05/2013 12:19

Na sessão desta segunda-feira (20), os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam em campo misto, ainda refletindo a força das duas frentes que operam no mercado nesse momento. 

De um lado, os vencimentos mais próximos continuam subindo em função da falta de oferta disponível nos Estados Unidos, com um momento de muita firmeza no mercado físico norte-americano e prêmios historicamente altos nos portos dos EUA. Na última semana, o contrato julho subiu 50 cents nas negociações feitas em Chicago. 

Em contrapartida, as posições mais distantes, de longo prazo, refletem as boas expectativas para a nova safra norte-americana que, segundo as primeiras estimativas, podem superar as 90 milhões de toneladas e promover a recomposição dos estoques. O plantio vem registrando um expressivo atraso em relação ao ano passado e à média dos últimos cinco anos, porém, na semana passada o tempo abriu e permitiu que os trabalhos de campo exibissem um avanço mais significativo. 

No entanto, os números de acompanhamento de safra que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) ainda devem trazer números menores do que os registrados nesse mesmo período da temporada anterior, já que acumula um atraso desde o início da implantação das lavouras.

 "Escassez de produto, de oferta disponível, e atraso do plantio da nova safra são os temas mais recorrentes da semana e devem continuar sendo daqui para frente", diz o economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter. 

O atraso no plantio da nova safra, porém, já preocupa, principalmente, por conta de uma possível redução da produtividade das lavouras. A janela de plantio para o milho já terminou no último dia 15 e, com isso, a cada dia que se passa, cerca de 1% do potencial produtivo é reduzido, como explicou Motter.

Frente a esse quadro, o economista afirma que esse é o momento de um mercado sem definição, marcado pela volatilidade muito forte e presente. "Um fato evidente disso é que a  posição novembro, referência para a safra norte-americana, subiu 10 pontos na última semana, enquanto o julho subiu 50, alargando ainda mais o spread que existe entre a safra velha e a safra nova. Isso é muito típico de momentos em que você tem uma escassez de oferta da safra momentânea e uma expectativa de safra boa pela frente", afirma Motter. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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