Plantio avança nos EUA e pressiona mercado na CBOT, soja com suporte na pouca oferta
Nesta terça-feira (21),o mercado internacional de grãos opera em baixa na Bolsa de Chicago refletindo o significativo avanço do plantio da safra nova nos Estados Unidos. Os números trazidos no fim da tarde de ontem pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostrou que a semeadura do milho evoluiu mais de 40% em apenas uma semana.
No mercado da soja, por volta das 12h20 (horário de Brasília), porém, os primeiros vencimentos ainda encontravam suporte no mercado físico norte-americano ainda firme e na pouca oferta disponível do produto. Com isso, o contrato julho trabalhava com 5,25 pontos de alta e o agosto perdia somente 3,50 pontos.
Entre os futuros do milho e do trigo as perdas são mais expressivas, com importantes posições perdendo mais de 10 pontos na Bolsa de Chicago. No caso do milho, o contrato setembro era cotado a US$ 5,43 por bushel, caindo 11,50 pontos.
"Na semana passada, o clima foi muito favorável ao plantio, ajudou muito e no relatório de ontem já se vê que o atraso que era muito significativo já não é tão mais e o mercado retira os prêmios de milho e trigo", explica o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos.
Porém, o analista afirma que no mercado da soja a situação se diferencia em função da atuação de duas frentes sobre os negócios, uma que se refere ao baixíssimo volume de soja disponível ainda nos EUA e outra que trabalha com as boas expectativas para a nova temporada norte-americana, que deverá totalizar mais de 90 milhões de toneladas da oleaginosa.
Dejneka afirma ainda que diante desse aperto na oferta local, os Estados Unidos serão obrigados até mesmo a importar soja em grão e também farelo para conseguir cumprir alguns contratos. Ele explica ainda que o remanescente de soja que ainda há no país está nas mãos dos produtores que segeum sem interesse em vender nesse momento, mesmo diante de prêmios historicamente altos, à espera de preços ainda melhores.