Soja: Mercado recua nesta 4ª feira com números do USDA
Na sessão desta quarta-feira (12), os futuros da soja fecharam o pregão em terreno misto na Bolsa de Chicago. O primeiro vencimento, julho/13, o mais negociado nesse momento, terminou o dia valendo US$ 15,40 por bushel, com uma leve alta de 0,25 ponto. Os demais vencimentos, principalmente os referentes à safra nova, fecharam a sessão em queda.
O mercado refletiu os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgados em seu relatório mensal de oferta e demanda, que não trouxe muitas alterações nem para a safra nova e nem para a velha.
Para a nova safra de soja dos EUA, o USDA manteve a estimativa de 92,26 milhões de toneladas, no entanto, espera uma produtividade menor, de 47,1 sacas por hectare, contra 50,45 estimadas no relatório de maio.
Os estoques finais dos EUA também foram mantidos em 7,21 milhões de toneladas, o esmagamento em 46,13 milhões de toneladas e as exportações em 39,46 milhões de toneladas. Números que vieram em linha com o reporte do mês passado.
O departamento manteve ainda suas projeções para a safra brasileira 13/14 em 85 milhões de toneladas e 54,5 milhões de toneladas para a Argentina. Para a China, números também mantido, com uma produção de 12 milhões de toneladas e importações de 69 milhões.
Apesar da queda registrada hoje, no entanto, o consultor de mercado Liones Severo, do SIMConsult, afirma que esse foi um relatório altista para o mercado da soja no longo prazo em Chicago, haja vista que o que chegará com a nova temporada norte-americana não será suficiente para recompor os estoques e a demanda deverá continuar crescendo.
O consultor explica que a produção norte-americana estimada em 92 milhões de toneladas, se confirmada, será insuficiente para recompor os estoques em níveis adequados. O próprio USDA indicou estoques finais para a safra 2013/14 de pouco mais de 7 milhões de toneladas que, segundo Severo,não cria uma situação confortável, até mesmo porque o desenvolvimento da safra ainda está em andamento e corre riscos caso o clima não se confirme favorável.
Além disso, para a temporada comercial 2013/14, o departamento norte-americano estimou ainda um aumento de 10 milhões de toneladas nas importações de soja da China, que poderiam chegar à 59 milhões de toneladas.