Com previsão de clima melhor nos EUA, soja tem forte queda na CBOT
As previsões indicando uma melhora climática nos Estados Unidos, principalmente para importantes regiões produtoras norte-americanas, pressionam as cotações dos grãos negociados na Bolsa de Chicago. Na sessão desta quinta-feira (18), por volta das 14h30 (horário de Brasília), os vencimentos mais distantes da soja recuavam mais de 20 pontos e, no milho, o recuo era de pouco mais de 4 pontos.
Há alguns pregões, os preços vêm oscilando conforme o comportamento do clima nos EUA e, segundo o consultor em agronegócio Ênio Fernandes, o mercado se depara com um conflito de informações, o que intensifica ainda mais a volatilidade entre os negócios.
"Um determinado modelo aponta chuvas em bons volumes e boa abrangência nessa sexta a noite e sábado de manhã, inclusive na porção mais ao Sul do Meio Oeste, e o outro não. O outro indica chuvas localizadas e em baixo volume. Então, o mercado está indeciso", diz Fernandes.
Para o consultor, essa "indecisão" e falta de direcionamento do mercado deverá se manter até meados de agosto, ou até que se tenha uma definição mais clara sobre os resultados da safra norte-americana. "Essas altas e baixas constantes vão acontecer muito e devem se estender até 10 ou 15 de agosto. Até essa data, essas previsões de clima vão fazer o mercado oscilar bastante", afirma.
Fernandes diz ainda que os fundamentos, principalmente de oferta e demanda, continuam atuando no mercado, porém, de forma menos expressiva frente às divulgações constantes de novos mapas climáticos. "Informações de demanda são importantes, de consumo são sempre importantes, mas o ponto central, o que vai determinar preço é realmente o clima", completa.