Soja resistente a áreas de várzea é realidade no RS

Publicado em 16/08/2013 08:38
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Considerada uma das melhores opções para alternância com o arroz, a soja garante melhoria da lavoura, fixação de nitrogênio no solo e uma relação custo/benefício vantajosa para o produtor, mas com uma deficiência importante a ser considerada: a baixa tolerância a áreas encharcadas. Buscando a melhor variedade do grão para plantio em várzea, a pesquisadora do Instituto Rio-Grandense de Arroz (Irga) Cláudia Lange coordena um estudo que resultou em uma nova cultivar, a TECIrga 6070 RR, variedade de soja geneticamente modificada que reúne uma série de características que asseguram ao agricultor menor risco de perda, entre elas, tempo médio de maturação e baixa ocorrência de fitóftora – doença que se propaga facilmente em região alagável e que causa podridão da planta.

A soja já vinha sendo cultivada, com maior ou menor sucesso, pelos arrozeiros, destaca a pesquisadora. “Em anos mais secos, sem excesso hídrico, é fácil cultivar e obter bons resultados com soja. Os anos em que há mais umidade é que são difíceis.” Cláudia explica que a soja é de uma família botânica diferente da do arroz, condição que torna ainda mais atrativa a alternância entre as duas culturas. “Isso para a rotação de cultura é o que dá maior complementariedade, porque os vermicidas que são usados na soja são efetivos, principalmente, para monocotiledônias como o arroz, capim-arroz e arroz vermelho. Isso já facilitava o controle dos riscos do arroz, que é o que a gente queria, e, por ser de família botânica diferente, a soja não é hospedeira das doenças e nem das pragas do arroz”, detalha, lembrando que a soja RR é uma ferramenta ainda mais eficiente para garantir esses benefícios.

Leia a notícia na íntegra no site do Jornal do Comércio.

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Fonte: Jornal do Comércio

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