Soja espera pelo USDA, mas ainda se sustenta na demanda aquecida
Na sessão regular desta segunda-feira (4), os futuros da soja tentam se manter do lado positivo da tabela, porém, ficam próximos da estabilidade na Bolsa de Chicago, operando com movimentos pouco expressivos. Por volta de 12h10 (horário de Brasília), os vencimentos mais negociados subiam entre 5,50 e 7 pontos.
O mercado caminha de forma lateral, com os investidores operando na defensiva frente às expectativas para o novo relatório mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga na sexta-feira (8).
O que os traders esperam é que o órgão trará números maiores para a produção norte-americana não de soja, mas também de milho, dado um aumento de produtividade que vem sendo registrado para ambas as culturas em importantes estados produtores. Por outro lado, o boletim também deverá boas indicações para a demanda, que segue bastante firme e aquecida.
"Eu acredito que esses dados do dia 8 irão trazer realmente um aumento de produtividade na casa de 42 bu/acre, mas o preço só não cai mais porque a demanda se mantém muito aquecida. Então, esse relatório é um um relatório bem esperado pelo mercado porque irá dar um direcionamento maior para os preços", explica o analista de mercado Eleandro Mori.
Para Mori, mesmo que o USDA traga números maiores para a safra dos EUA e o mercado sinta o impacto imediato dos mesmos, os olhos dos investidores deverão se voltar cada vez mais para a demanda e a relação ainda muito ajustada entre a oferta e o consumo mesmo com a entrada do produto norte-americano. "A chance que o mercado tem de pressionar preços, de realizar lucros é agora, no início de novembro, com o relatório do dia 8. Passado isso, devemos, com certeza, ver preços melhores para a cultura da soja em função da demanda aquecida", diz.