Soja tem foco na demanda aquecida e avança em Chicago
O mercado internacional da soja, nesta terça-feira (12), se mantem do lado positivo da tabela, com oscilações expressivas. Mas para os próximos dias os investidores poderão seguir para a defensiva, segundo analistas, em partes pela proximidade do fim das negociações do vencimento novembro no dia 15, o que exige um reposicionamento dos traders.
Além disso, a volatilidade no mercado do farelo de soja também tira a força do grão em Chicago. Nesta terça-feira, por volta de 12h15 (horário de Brasília), operava em campo misto, porém, predominantemente negativo. O contrato dezembro/13, na CBOT, era negociado a US$ 422,40/tonelada curta, em alta, ao mesmo tempo, o vencimento maio valia US$ 392,80/tonelada, recuando. No Brasil, a tonelada do farelo de soja está sendo negociada a R$ 1.220,00.
A demanda mundial extremamente aquecida, principalmente por parte da China, ainda é o principal fator de sustentação para os preços. Há uma grande parte tanto da soja em grão quanto do farelo projetada para ser exportada pelos EUA já comprometida, o que pode agravar o déficit de oferta no país.
"Nós já temos mais de 84% da soja americana comprometida em relação ao que o USDA estimou no último relatório e nem fechamos o ano de 2013 ainda. Então, nós temos muito tempo até o fechamento da temporada e já temos uma boa parte da soja comprometida", explica Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest.
Nesse momento, ainda de acordo com Vanin, a oleaginosa norte-americana é mais economicamente viável do que a brasileira, por exemplo, que conta com prêmios bastante elevados para exportação, diante de um período de entressafra e pouca volume no mercado disponível, o qual é disputado com a demanda interna.