Soja busca manter estabilidade na Bolsa de Chicago nesta 4ª feira
O mercado da soja na Bolsa de Chicago continua tentando manter sua estabilidade e, nesta quarta-feira (5), caminha de lado na Bolsa de Chicago. Os principais contratos da commodity encerraram o pregão eletrônico com perdas moderadas, continuaram o movimento na abertura da sessão regular, porém, em seguida já voltaram a subir e, por volta de 12h40 (horário de Brasília), subiam pouco mais de 0,50 ponto.
Até o momento, como explicou Camilo Motter, economista da Granoeste Corretora, a semana tem se mostrado bastante positiva frente à anterior, que foi negativa para a oleaginosa. O mercado ainda encontra seus pilares de sustentação na escassez de produto norte-americano e na demanda aquecida.
"A oferta dos EUA será muito restrita, os estoques finais continuarão em níveis extremamente críticos e, na próxima segunda-feira (10), o novo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) deve trazer um reajuste nas exportações, mostrando que a demanda continua forte", diz.
De outro lado, há a nova oferta sulamericana chegando ao mercado e, como explicou Motter, as últimas avaliações ainda indicam uma safra brasileira bastante grande, se aproximando ou superando o volume de 90 milhões de toneladas.
Entretanto, o calor excessivo e a falta de chuvas já castigam lavouras em estágio de enchimento de grãos em importantes estados produtores como Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, o que deverá gerar uma expressiva perda de produtividade.
"As perdas já estão constatadas, o negócio agora é sabermos o dimensionamento dessa perda daqui para frente e as previsões climáticas indicam que para os próximos 10 dias não há chuvas consistentes", explica Motter. Ainda segundo o analista, cerca de 30% a 40% estão nessa situação e a produtividade, até esse momento, é bastante diferente entre regiões, com registros de 20 a 30 sacas em alguns locais, contra 60 a 70 em outros.