Soja fecha com leve queda, mas segue com fundamentos positivos

Publicado em 11/03/2014 18:09

Após uma sessão de intensa volatilidade, os vencimentos mais negociados da soja na Bolsa de Chicago fecharam o dia em terreno negativo nesta terça-feira (11), com exceção do contrato agosto/14 que encerrou o pregão valendo US$ 13,50, com 5 pontos de alta. 

O mercado deu continuidade ao movimento negativo registrado no pregão anterior, quando as cotações fecharam o dia perdendo mais de 30 pontos, no entanto, de forma menos intensa e mais volátil. Segundo analistas, o recuo dos preços foi reflexo de uma forte realização de lucros, uma vez que, entre os fundamentos, não houve alteração. 

Os números divulgados na segunda-feira (10) pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxeram uma redução nos estoques finais norte-americanos, além de uma revisão negativa também para a safra brasileira. No entanto, ainda assim, os números ficaram acima do esperado e ainda exercem alguma pressão negativo sobre o mercado internacional da oleaginosa.

O analista de mercado Carlos Cogo expressou certa surpresa diante dos dados do departamento, uma vez que o corte nos estoques dos EUA foi inexpressivo diante do forte movimento de exportação do país. Enquanto a última projeção indica as exportações em 41,64 milhões de toneladas, as vendas já passam de 44 milhões e os embarques efetivos de 38,4 milhões de toneladas. 

Além disso, Cogo afirmou ainda que o corte na produção brasileira, que passou de 90 milhões para 88,5 milhões de toneladas foi "ultramodesto" frente às potenciais perdas que ainda podem ser registradas. Para o analista, a safra nacional dificilmente irá se aproximar das 86 milhões de toneladas depois dos prejuízos causados pelas adversas condições climáticas. 

Dessa forma, Cogo acredita ainda que os preços agora deverão, aos poucos, assimilar as perdas registradas nãos só no Brasil, mas também no Paraguai, e voltarão a subir, buscando novos patamares diante do ajustado quadro mundial de oferta e demanda. Assim, sua orientação é que os produtores continuem realizando suas vendas com calma, cautela e observando a movimentação do mercado. 

Veja como fechou o mercado de milho na Bolsa de Chicago:

Milho: Fundamentos dão suporte aos preços e mercado fecha em alta em Chicago

Por Fernanda Custódio

Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam o pregão desta terça-feira (11) do lado positivo da tabela. Depois das perdas da última sessão,  as cotações se estabilizar. As principais posições da commodity terminaram o dia com altas entre 4 e 6 pontos, o vencimento maio/14 era negociado a US$ 4,83 por bushel.

O mercado internacional de grãos voltou a focar os fundamentos, após as informações do relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O principal fator de suporte aos preços continua sendo a crise política e econômica na Ucrânia, terceiro maior exportador mundial do cereal, conforme explica o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze.

Diante das incertezas em relação ao país, a perspectiva é que os compradores possam optar pelo produto norte-americano. Por outro lado, existe a perspectiva de diminuição na área semeada com o milho na próxima safra 2014/15 norte-americana.

Além disso, há a preocupação com o plantio do grão nos EUA, uma vez que, o frio e a neve podem atrasar a semeadura do cereal. Frente a esse cenário, o consultor destaca que os preços tem fôlego para retornar ao patamar de US$ 5 por bushel, assim como o registrado na semana anterior.

No Brasil, o clima também permanece preocupando os produtores rurais. Na visão do analista de mercado , Carlos Cogo, a safra brasileira poderá totalizar 70 milhões de toneladas, ou até mesmo ficar abaixo dessa projeção. A primeira safra foi severamente afetada pela ausência de chuvas e o calor intenso em importantes regiões produtoras.

"Na segunda safra, a queda na área deve ser de, no mínimo, 8% e as exportações do Brasil seguem fortes. A tendência é que os preços se mantenham favoráveis aos produtores rurais", explica Cogo.

Em contrapartida, no Mato Grosso, cerca de 30% da área ainda precisava ser cultivada no início de março. De acordo com o gerente de Oleaginosas e Pecuária da Conab (Companhia Nacional do Abastecimento), Thomé Guth, em outros estados importantes a semeadura da segunda safra também deverá ser feita fora da janela ideal de plantio.

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Fonte: Notícias Agrícolas

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