Soja volta a ter forte alta na CBOT e maio recupera os US$ 14
O mercado internacional parece ter recuperado o fôlego e voltou a subir expressivamente na tarde desta quinta-feira (13) na Bolsa de Chicago. Os preços dos principais contratos, por volta das 13h40 (horário de Brasília), já registravam ganhos de dois dígitos. Assim, o contrato maio/14, referência para a safra brasileira e o mais negociado nesse momento, valia US$ 13,98 por bushel, somando 11 pontos de alta e voltando a se aproximar dos US$ 14 por bushel.
Apesar do recente recuo, que distanciou ligeiramente os preços de importantes patamares, o mercado parece, aos poucos, se voltar aos seus fundamentos, que ainda são positivos. Os estoques finais de soja dos Estados Unidos são historicamente baixos, como explicou o analista de mercado Steve Cachia, da Cerealpar, e a demanda pelo produto do país segue bastante aquecida.
"O mercado vinha em alta desde 2 de janeiro, em uma tendência altista. Mas os fundamentos não mudaram muito, continuam altistas, mas, há momentos em que os investidores e especuladores, que não lidam com o físico, aproveitam esses momentos para garantir lucros", diz Cachia.
Além disso, os boatos ainda não confirmados sobre mais movimentos de washouts (troca de origem) por parte da China de compras feitas nos Estados Unidos e também de cancelamentos de aquisições feitas na América do Sul pesaram também sobre as cotações.
"Não há confirmação de grandes cancelamentos por parte da China nos Estados Unidos (...) Mas nessa altura do mercado, não adianta um simples cancelamento, é preciso estar atento aos volumes desse cancelamento", explicou o analista da Cerealpar. "Lembrando que o Brasil terá uma safra menor, os estoques nos EUA estão historicamente apertados e para o quadro ficar baixista são necessários números elevados, porque até a entrada da safra americana em setembro de 2014, a situação da oferta não está confortável", completa.