Soja: Chicago tenta recuperação depois de iniciar a semana em baixa

Publicado em 13/05/2014 08:47 1206 exibições

As cotações futuras da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) se recuperam nesta terça-feira(13) depois de um pregão anterior com perdas expressivas . Por volta das 8h30(Brasília) os preços da commodity negociada em julho/14 era de US$ 14,73 por bushel com recuperação de 8,5 pontos em relação ao fechamento anterior. Agosto/2014 era negociado a US$14,12 por bushel com alta de 7,25 pontos e novembro/2014 tinha ganhos de 3 pontos negociado a US$12,15/bushel. Apesar das altas, a diferença entre os contratos mais próximos e os mais longos vem se ampliando, consolidando duas realidades diferentes para os negócios; uma de curto prazo, onde o aperto nos estoques segue como grande suporte para a oleaginosa e para um prazo mais longo, a influência de uma safra cheia nos EUA. Nesta última segunda-feira(12) oUSDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou novo boletim de acompanhamento de safras da safra 2014/15. Para a soja, a semeadura do grão apresentou expressivo avanço e passou de 20% da área esperada até o dia 11 de maio, contra 5% divulgado na última semana. No mesmo período do ano passado, o índice de plantio era de 5% e a média dos últimos cinco anos, de 21%. 

Mas apesar do plantio estar evoluindo bem, com índice próximo à média dos últimos 5 anos,as incertezas em relação à produção final ainda são grandes. É preciso passar por um periodo de crescimento e desenvolvimento das plantas nos próximos 4 meses para garantir a super safra estimada em quase 99 milhões de toneladas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) 

De acordo com o consultor de mercado da Safras & Mercado, Flávio França, as estimativas do USDA não trouxeram grandes novidades e confirmaram a projeção de separação de dois mercados. “O boletim trouxe um aperto na safra velha, então, daqui até agosto os preços da oleaginosa terão firmeza, embora haja a volatilidade natural. Mas para a safra nova, o órgão estimou um aumento nos estoques dos EUA e no mundo e traz esse viés de baixa para o mercado, por isso, temos esse deságio de US$ 2,00 entre o os contratos mais próximos e os mais longos”, acredita. 

Apesar do recuo nos preços, do lado fundamental, a tendência continua positiva aos preços no curto prazo. O cenário de aperto na oferta norte-americana permanece e a demanda pelo produto não dá sinais de enfraquecimento. Nesta segunda-feira, o USDA divulgou novo boletim de inspeções de exportações dos EUA e até o último dia 08 de maio, os embarques da oleaginosa totalizaram 239,95 mil toneladas, contra 99,50 mil toneladas da semana anterior.

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Notícias Agrícolas

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