Soja: sem novidades, cotações têm pouca oscilação em Chicago

Publicado em 14/05/2014 07:53 e atualizado em 14/05/2014 10:38 1345 exibições

As cotações futuras da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) operam sem força no pregão desta quarta-feira(14). Faltam novidades que possam dar rumo aos preços. Por volta das 8h (Brasília) o vencimento julho recuava 3,25 pontos cotado a US$14,80/bushel , agosto/2014 trabalhava com queda de 2,75 negociado a US$14,12/bushel e o novembro/2014 recuava 1,75 pontos a US$12,17/bushel. Na sessão anterior os preços fecharam com altas expressivas e ganhos entre 6,75 e 18,50 pontos. O contrato julho subiu 1,3% e encerrou o dia cotado a US$ 14,83 por bushel.

No pregão passado a demanda firme pelo produto norte-americano deu suporte aos preços em Chicago já que os estoques dos EUA estão  apertados, em torno de 3,54 milhões de toneladas segundo estimativas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

O analista de mercado Steve Cachia, da Cerealpar, explicou que a entrada dos fundos no mercado,  faz com que os preços subam, depois garantem lucros e o mercado recua e assusta um pouco. Mas ele lembra que a demanda deve prevalecer e a cada queda na cotação, o mercado tem novo suporte para voltar a subir.

Na última terça-feira (13), o USDA reportou a venda de 116 mil toneladas de farelo de soja à Tailândia. E os embarques de soja dos EUA também seguem firmes, o departamento norte-americano informou que até o dia 8 de maio, os embarques totalizar 239,95 mil toneladas, contra 99,50 mil toneladas reportadas anteriormente.

Paralelo a esse cenário, a Oil World estimou que a demanda mundial por soja importada poderá ser maior do projetado inicialmente. A expectativa é que a China importe até o final da safra 2013/14, 70,7 milhões de toneladas, frente as 70,5 milhões de toneladas estimadas em abril. Em relação ao mesmo período do ano passado, o número representa um crescimento de 18%.

Em abril, os chineses compraram 6,5 milhões de toneladas de soja, porém, no mês de maio esse percentual pode aumentar para 7,4 milhões de toneladas, conforme as informações divulgadas pela agência internacional Bloomberg. Desde o início do ano, os futuros da commodity já registraram uma valorização de 14% devido aos estoques dos EUA apertados e a crescente demanda da nação asiática.

“Estamos em um momento de mercado de demanda, onde o fator demanda tem maior influência sobre os fatores de oferta. A situação de estoques apertados dos EUA irá continuar até a entrada da safra 2014/15 em setembro e até lá ninguém tem garantias que a produção será grande”, afirma o analista.

Por enquanto, a área cultivada com a soja nos EUA alcança 20% até o dia 11 de maio, na última semana o número reportado foi de 5%. Já a média dos últimos cinco anos é de 21%. O estado de Louisiana é o mais adiantado na semeadura do grão, com 78% da área, seguido de Mississipi, com 55% da área plantada. 

Entretanto, apesar do avanço expressivo do plantio da safra 2014/15 e da estimativa de uma produção cheia nos EUA, de 98,93 milhões de toneladas e estoques de 8,98 milhões de toneladas, conforme projeções do USDA, analistas dizem que a safra ainda está começando e é preciso observar o clima durante o desenvolvimento da produção.  “Se a safra vier cheia nos EUA e no resto do mundo, temos uma mudança no cenário, mas apesar da recomposição dos estoques, que não ficarão em números tão amplos, os preços podem ceder. Mas a demanda deve continuar firme e poderá ficar até mais forte”, acredita o analista.

Frente a esse quadro, Cachia ressalta que o mercado tem potencial para novas altas até meados de julho. “Então, o produtor deveria pensar em alongar as vendas e travar alguma coisa para 2015, caso haja novos picos de preços nas próximas semanas”, finaliza. 

Com as altas de ontem em Chicago, os preços da soja subiram no mercado físico brasileiro. Segundo a agência Safras, houve boa movimentação nos estados do Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul, e registros de negócios em São Paulo e no Paraná. Nos demais estados, a movimentação foi mais fraca. No porto de Rio Grande, as cotações subiram de R$ 70,50 para R$ 71,50. No porto de Paranaguá (PR), a cotação da saca aumentou de R$70,00 para R$ 70,50. 

 

Milho: Frente à demanda firme, preços operam com leves ganhos em Chicago

As cotações do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com ligeiros ganhos nesta quarta-feira (14). As principais posições da commodity dão continuidade ao movimento de alta iniciado no pregão anterior. Por volta das 8h43 (horário de Brasília), as cotações do cereal exibiam leves ganhos entre 0,50 e 2,25. O contrato julho/14 era negociado a US$ 5,03 por bushel.

O mercado ainda encontra suporte na demanda aquecida pelo milho norte-americano. Nesta terça-feira, o USDA(Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 126 mil toneladas do produto para a Coreia do Sul.

Os números dos embarques semanais de milho dos EUA também permanecem fortes. No início da semana, o departamento reportou que os embarques totalizaram 1.199,44 milhão de toneladas até o dia 8 de maio. Na última semana, o número ficou em 1.239,41 milhão de toneladas. Em contrapartida, o avanço no plantio norte-americano, de 29% para 59% até o dia 11 de maio, ainda limita os ganhos nos preços do cereal.

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Notícias Agrícolas

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