Em setembro, IBGE prevê safra 2,8% maior que a de 2013

Publicado em 09/10/2014 09:20 e atualizado em 09/10/2014 12:57 155 exibições

Regionalmente, a distribuição do volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi a seguinte: Centro-Oeste, 81,8 milhões de toneladas; Sul, 72,8 milhões de toneladas; Sudeste, 17,3 milhões de toneladas; Nordeste, 16,1 milhões de toneladas e Norte, 5,4 milhões de toneladas. Em relação à safra passada, houve incremento de 9,2% na Região Norte, de 34,9% na Região Nordeste e de 4,3% na Região Centro-Oeste. As Regiões Sul e Sudeste apresentaram, respectivamente, recuos de 0,3% e 12,5% em relação 2013. Nessa avaliação para 2014, o Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 24,4%, seguido pelo Paraná (18,6%) e Rio Grande do Sul (15,8%). Os três estados, somados, representaram 58,8% do total nacional previsto.

No Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de setembro em relação a agosto, destacaram-se as variações nas seguintes estimativas de produção: milho 2ª safra (1,4%), batata 3ª safra (1,2%), soja (-0,5%), batata 2ª safra (-1,5%), feijão 1ª safra (-1,5%), aveia (-1,8%), café arábica (-2,0%) e algodão herbáceo (-2,5%).

Algodão Herbáceo (em caroço) – Mato Grosso e Bahia, que somam 85,2% da produção nacional da cultura, enfrentaram excesso de chuvas em janeiro que prejudicaram o plantio do algodão 2ª safra e agora apresentam atrasos da colheita. O vazio sanitário (para controlar o bicudo, principal praga do algodão) em Mato Grosso, tradicionalmente iniciado em 15 de setembro, foi adiado para 1º de outubro, indo até 30 de novembro.

Batata-inglesa 2ª safra - A menor estimativa de produção reflete a diminuição de 1,0% na área plantada e de 0,5% no rendimento médio. Esse resultado foi influenciado pelas previsões de Minas Gerais e Paraná, maiores produtores para esta safra, que reduziram a área plantada em 0,4% e 2,5% e a expectativa de produção em 0,2% e 3,9%, respectivamente.

Batata-inglesa 3ª safra – O aumento da estimativa de produção é reflexo do acréscimo de 1,1% na área plantada e de 0,1% no rendimento médio. Em Minas Gerais, a estimativa de produção aumentou acompanhando a área plantada e o rendimento médio que subiram, respectivamente, 2,2% e 0,4% em relação a agosto. Em Goiás, a área plantada aumentou 0,8%, enquanto o rendimento médio esperado caiu 0,2% em relação a agosto.

Café arábica (em grão) - A área colhida e o rendimento médio caíram 1,0%. As estimativas da produção foram revistas para baixo, principalmente, no Ceará (-29,3%), Goiás (-27,1%) e Bahia (-1,8%). Mas o estado que mais influencia a informação do mês é Minas Gerais, com uma queda de 2,3% (ou menos 31.120 toneladas) na estimativa de safra.

Feijão (em grão) 1ª Safra – A redução da produção deve-se, principalmente, às reavaliações em Pernambuco e Ceará, com redução do rendimento médio em 16,5% e 5,6%. Essa reavaliação negativa foi devido à estiagem ocorrida na região.

Milho(em grão) 2ª safra - Com o encerramento da colheita no Mato Grosso, principal produtor, houve elevação da expectativa de produção, impulsionada pelo acréscimo de 2,7% no rendimento médio esperado, fazendo com que a produção chegasse a 14.650.159 toneladas. O No Paraná, segundo principal produtor, também houve aumento do rendimento médio esperado em 1,0%, elevando a produção para 10.350.777 toneladas.

Soja (em grão) – Houve redução na estimativa de produção, com quedas de 0,3% na área colhida e de 0,2% no rendimento médio. A produção nordestina caiu 10,4% em relação a agosto, por influência da Bahia, onde a informação foi reajustada para 3,3 milhões de toneladas em função do clima, que não se comportou como esperado. Assim, de agosto para setembro, houve redução de 19,2% na produção esperada, em decorrência das quedas de 9,6% na área plantada e colhida, e de 10,6% no rendimento médio.

Estimativa de setembro para 2014 em relação à produção de 2013

Entre os 26 principais produtos, dezenove tiveram alta na estimativa de produção, em relação ao ano anterior: algodão herbáceo em caroço (22,6%), arroz em casca (3,5%), aveia em grão (3,0%), batata-inglesa 1ª safra (7,2%), batata-inglesa 3ª safra (4,6%), cacau em amêndoa (3,3%), café em grão - canephora (18,9%), cana-de-açúcar (1,3%), cebola (6,7%), cevada em grão (4,5%), feijão em grão 1ª safra (34,5%), feijão em grão 2ª safra (8,8%), laranja (0,9%), mamona em baga (170,4%), mandioca (9,9%), milho em grão 2ª safra (2,4%), soja em grão (5,5%), trigo em grão (37,8%) e triticale em grão (0,0%). Houve quedas para sete produtos: amendoim em casca 1ª safra (20,0%), amendoim em casca 2ª safra (17,5%), batata-inglesa 2ª safra (0,4%), café em grão - arábica (14,8%), feijão em grão 3ª safra (11,3%), milho em grão 1ª safra (10,5%) e sorgo em grão (10,7%).

As altas mais significativas, acima de 2,0 milhões de toneladas, ocorreram para: cana-de-açúcar (9.779.082 t), soja (4.505.070 t), trigo (2.162.647 t) e mandioca (2.098.616 t). Já a maior variação negativa, em números absolutos, foi do milho em grão 1ª safra (-3.602.430 t).

Café (em grão) – A produção nacional foi estimada em 2,7 milhões de toneladas ou 45,1 milhões de sacas de 60 kg, sendo 32,3 milhões de sacas (71,6%) de arábica e 12,8 milhões de sacas (28,4%) de canephora. O clima quente e seco em janeiro e fevereiro de 2014, no Sudeste, reduziu produção do arábica, quebrando a expectativa de uma safra cheia em função da alternância da produção característica da espécie. Os preços baixos da saca de café, ainda em 2013, afugentaram os investimentos na adubação e os produtores aproveitaram para renovar lavouras mais velhas (a “recepa”), o que influiu muito na queda da produção.

Cana-de-açúcar – O Sudeste concentra 64,9% da produção nacional, mas o Centro-Oeste teve o maior acréscimo em volume da produção, em relação a 2013 (4,8 milhões de toneladas) devido ao aumento de 4,2% na área plantada. Nas demais regiões os acréscimos, em toneladas, foram: 2,6 milhões (Nordeste), um milhão (Sudeste e Norte) e 0,4 milhão (Sul).

Mandioca (raízes) - A estimativa de produção (23,3 milhões de toneladas) é 9,9% maior que a obtida em 2013. As cinco Regiões apresentam altas em relação ao ano anterior. O maior acréscimo em volume da produção é para o Nordeste (940.443 toneladas) onde, após dois anos de seca (2012 e 2013), a produção deve crescer 19,6% em relação a 2013, com destaques para: Maranhão, maior 306.532 toneladas (23,1%), Ceará, maior 239.957 toneladas (79,9%), Bahia, maior 235.999 toneladas (12,7%), Rio Grande do Norte, maior 79.750 toneladas (98,8%), Pernambuco, maior 44.718 toneladas (15,3%), Piauí, maior 42.632 toneladas (27,3%), Paraíba, maior 13.296 toneladas (9,8%) e Alagoas, maior 12.395 toneladas (5,6%).

Milho (em grão) – A redução de 3,1%, na produção foi influenciada, de forma marcante, pela queda de 10,5% no milho 1ª safra. Houve quedas na produção de primeira safra no Sudeste (-24,3%) e no Sul (-12,0%). No Sudeste, a maior queda foi em São Paulo (-1.412.026 toneladas ou 42,2%), devido à redução da área plantada e do rendimento, motivado pela seca e pelas noites quentes que dificultaram a granação das espigas. Em Minas Gerais, a redução chegou a 15,7%, também em decorrência do clima quente e seco. A área plantada com milho 1ª safra caiu 5,2% no Brasil, em função da preferência pela soja, cujos preços estavam mais compensadores na época de plantio da safra de verão.

Soja (em grão) - A produção nacional da soja, recorde em 2014, alcançou 86,2 milhões de toneladas, crescendo 5,5% em relação a 2013. Esta alta foi marcada pelo incremento de área nos maiores estados produtores, especialmente no Mato Grosso, que acrescentou 677.053 hectares a sua área de soja, maior 8,5% em relação a 2013. O Paraná, segundo maior produtor nacional, apesar de também ter aumentando a área plantada em 263.035 hectares (5,5%), enfrentou problemas climáticos durante o desenvolvimento da cultura, reduzindo, assim, o rendimento médio e a produção em 11,9% e 7,0%, respectivamente.

Trigo (em grão) - A expectativa de safra recorde em 2014: 7,9 milhões de toneladas, com crescimento de 37,8% na produção, em relação a 2013, de 23,3% na área colhida e 11,7% no rendimento médio. Destaca-se a recuperação da safra do Paraná, que aguarda uma produção de quase 4,0 milhões de toneladas, 113,0% a mais que em 2013.

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IBGE

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