CNA discute liberação comercial de soja transgênica da Bayer

Publicado em 24/10/2014 14:17 138 exibições
Multinacional depende de aprovação da China para variedade mais tolerante a herbicidas para controle de ervas daninhas

A Bayer Cropscience pediu, na quarta-feira (22/10), o apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para aprovar uma nova variedade de soja transgênica – a Liberty Link 55 – junto ao governo da China. Esta é a etapa que falta para que a nova variedade transgênica que possibilita a utilização de herbicidas à base de glufosinato de amônio no controle de ervas daninhas, seja liberada para uso comercial em território nacional.

O novo produto já foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), há quatro anos. O interesse da Bayer pelo mercado chinês decorre do fato de ser este o principal destino da soja produzida no Brasil. O tema foi tratado em reunião entre representantes da empresa e técnicos da CNA, na sede da entidade, em Brasília.

O pedido de apoio traduz a importância e o sucesso da atuação institucional da CNA em defesa dos interesses dos produtores brasileiros junto ao mercado chinês. Há dois anos a Confederação inaugurou escritório na China, para facilitar sua atuação na promoção comercial dos produtos do agronegócio do Brasil, em parceria com o governo federal.

A liberação comercial da tecnologia LL depende da aprovação da variedade geneticamente modificada por todos os países que importam a oleaginosa brasileira, faltando apenas o aval do país asiático. O objetivo é evitar problemas com os mercados consumidores da soja.

“É mais um produto desenvolvido para o Brasil e quem vai ganhar é o setor produtivo. Teremos um produto a mais no mercado com a grande vantagem de permitir o manejo muito menos agressivo ao meio ambiente, principalmente na Região Sul, onde os produtores têm problemas no controle de pragas”, disse o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA e da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Brasil (Aprosoja), Almir Dalpasquale, um dos participantes da reunião.

Só depois da aprovação de todos os países para o uso comercial da variedade transgênica, a multinacional deverá iniciar a produção comercial de sementes desta variedade. A previsão da Bayer é lançá-la no mercado brasileiro em dois anos.

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CNA

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