Soja: Após ganhos recentes, mercado realiza lucros ao longo do pregão desta 5ª feira na CBOT

Publicado em 26/05/2016 13:05
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Ao longo do pregão desta quinta-feira (26), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) voltaram a trabalhar do lado negativo da tabela. As principais posições da oleaginosa exibiam perdas entre 3,50 e 4,00 pontos, por volta das 12h38 (horário de Brasília). O vencimento julho/16 era cotado a US$ 10,79 por bushel, enquanto o novembro/16 era negociado a US$ 10,50 por bushel.

As cotações da oleaginosa exibem um movimento de realização de lucros depois dos fortes ganhos registrados recentemente, conforme ressaltam as agências internacionais. Apesar das perdas, os participantes do mercado ainda acompanham as informações sobre a produção de soja na Argentina. A perspectiva é que a quebra na safra do país supere os 8 milhões de toneladas devido às chuvas fortes, que alagaram muitas áreas.

Com isso, a estimativa é que os produtores argentinos colham uma safra entre 52 milhões a 56,5 milhões de toneladas. A Argentina é o maior exportador global de farelo e óleo de soja. Porém, com a situação os embarques do país podem recuar até 25% este ano, de acordo com as estimativas dos analistas.

Do mesmo modo, as altas registradas no farelo de soja e no petróleo também são consideradas positivas aos preços da oleaginosa em Chicago. "O farelo de soja é a força por trás do rally registrado essa semana, o que levou os contratos da oleaginosa para novos patamares", informou o site Farm Futures no início desta quinta-feira.

No caso do petróleo, o Brent subia 0,84% na manhã de hoje e chegou a US$ 50,16 por barril, segundo informou a agência Reuters. Essa é a primeira vez em quase sete meses que as cotações ultrapassam o patamar. O movimento é decorrente da sinalização de abrandamento do excesso de oferta global que tem afetado o mercado há quase dois anos.

Outro fator que segue no radar dos investidores são as chuvas no Meio-Oeste. Segundo a Labhoro Corretora, as previsões climáticas indicam que, no período de 28 de maio e 5 de junho o volume acumulado de chuvas deve aumentar de forma considerável, podendo variar entre 50 e 125 mm em importantes estados produtores. A perspectiva é que as chuvas possam atrapalhar a evolução do plantio do grão, conforme ponderam os analistas. Até o último domingo, os produtores já haviam cultivado 56% da área estimada para essa temporada, conforme dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Ainda hoje, o departamento trouxe os novos números das vendas semanais. No caso da soja, os números ficaram em 606,8 mil toneladas na semana encerrada no dia 19 de maio. Cerca de 456,8 mil toneladas da safra 2015/16 e as 150 mil toneladas restantes da temporada 2016/17. As vendas da oleaginosa ficaram dentro das projeções dos investidores, entre 600 mil a 1 milhão de toneladas. No acumulado da temporada, as vendas de soja somam 49.042,4 milhões de toneladas.

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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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