Soja: Com força da demanda, preços sobem na CBOT e fecham no melhor nível em um mês

Publicado em 22/08/2016 17:32
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As cotações futuras da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) consolidaram o movimento positivo ao longo do pregão desta segunda-feira (22) e encerraram o dia com valorizações entre 8,25 e 11,75 pontos. O vencimento setembro/16 era cotado a US$ 10,35 por bushel, enquanto o novembro/16 era negociado a US$ 10,15 por bushel. O março/17 fechou a sessão a US$ 10,12 por bushel.

"Os futuros da soja fecharam nos patamares mais altos em um mês após o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportar outra venda diária e do boletim de embarques semanais mostrarem que o grão continua a se mover para fora do país em um ritmo muito rápido", disse o editor e analista do portal Farm Futures, Bob Burgdorfer.

No início do dia, o departamento divulgou a venda de 120 mil toneladas do grão para destinos desconhecidos. O volume comercializado deverá ser entregue na temporada 2016/17. Na semana anterior, o órgão já havia reportado outras vendas de soja.

Paralelamente, os embarques semanais da oleaginosa ficaram em 961,414 mil toneladas na semana encerrada no dia 18 de agosto. O número ficou acima das projeções do mercado, que variavam entre 650 mil a 850 mil toneladas de soja, segundo dados divulgados pelo USDA.

Em relação ao clima no Meio-Oeste dos EUA, o analista pondera que, as recentes chuvas em algumas localidades não apresentam uma ameaça à safra do país. "Assim como no milho, a soja parece ter boa umidade no solo, o suficiente para chegar até a colheita. A expectativa é que o USDA mantenha em 72% o índice de lavouras em boas ou excelentes condições", disse Burgdorfer.

Mercado brasileiro

Alta registrada no mercado interno e os ganhos observados no câmbio, durante boa parte do dia, também impulsionaram os preços nos portos do país. Nesta segunda-feira (22), a cotação permaneceu estável no Porto de Paranaguá, com a saca disponível a R$ 84,50. Já o preço futuro subiu 1%, com a saca da oleaginosa a R$ 81,00.

No Porto de Rio Grande, o preço da saca disponível registrou ligeira alta, de 0,49%, cotada a R$ 81,50. O valor futuro apresentou ganho de 0,63% e fechou o dia a R$ 80,00. O preço ainda subiu 1,36% em Itapeva (SP), com a saca a R$ 72,29. Nas praças do Paraná, em Ubiratã e Londrina, o ganho foi de 0,71%, com a saca da soja a R$ 71,00.

Por outro lado, o valor recuou 2,90% no Oeste da Bahia nesse início de semana, com a saca a R$ 67,00. Em Mato Grosso, nas regiões de Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, o recuo foi de 1,35% e a saca encerrou a segunda-feira a R$ 73,00.

E, segundo informações reportadas pelo Cepea, o movimento de alta tem sido registrado desde a semana anterior. "O impulso veio da alta nos valores internacionais, da maior demanda externa e também da valorização do dólar frente ao Real, que torna o produto brasileiro mais atrativo aos importadores. Além disso, segundo pesquisadores do Cepea, a disponibilidade interna de soja é baixa e grande parcela dos vendedores não mostra necessidade de negociar o volume remanescente da safra 2015/16", divulgou o centro em nota.

Por sua vez, a moeda norte-americana encerrou o dia com leve queda, após operar grande parte do dia em campo positivo. A moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 3,2017 na venda, com perda de 0,17%.

Segundo a agência Reuters, o pregão foi marcado pelo baixo volume negócios, uma vez que os investidores aguardam mais dados sobre a política monetária nos Estados Unidos. Os participantes do mercado ainda esperam o início do julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Confira como fecharam os preços nesta segunda-feira:

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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Angelo Miquelão Filho Apucarana - PR

    Algumas coisas interessantes acontecem nestas épocas especulativas! Vejamos o milho; estes dias, antes das sete da manhã, fui surpreendido por compradores batendo a minha porta. Pois bem, a surpresa ainda seria melhor, muito melhor! Quando sai e fui atende-los, disseram serem de uma fábrica de ração para gatos e cachorros (eu nem sabia que gato e cachorro gostavam de milho) e me ofereceram um preço interessante, trinta e quatro reais e cinquenta centavos por saca... Até ai nada de mais, já que algumas industrias aqui estavam pagando quarenta reais a saca! A novidade é que os trinta e quatro reais e cinquenta eram livres de umidade e impurezas, ou seja, carregava-se o caminhão na roça, e o que ele pesasse, com água, impurezas e demais coisas, eles pagavam! Pois bem, colhi parte do milho com 27 e 28 graus de umidade, carreguei uma carreta e um truck, levei e gostei da brincadeira, pois nem o frete eles cobraram e ainda o pagamento é na bucha, na hora, descarregou recebeu! Qual a vantagem deles eu não sei, mas sei das minhas, e muitos outros aqui também optaram pelas mesmas. Estão surgindo coisas do arco da velha, coisas de tempos de poucas colheitas, de tempos magros! Bendito seja todo gato e todo cachorro, o milho parece estar achando outros caminhos que não aves, suínos e bovinos. São as voltas que o mundo da, são oportunidades que batem a porta e enaltece o ditado; quem cedo madruga, Deus ajuda! Au au au, miauuuu

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