Soja: Mercado em leve alta, depois do relatório baixista do USDA, por Miguel Biegai da OTCex Group

Publicado em 13/09/2017 07:59
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Bom dia! Os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago operam em alta na manhã desta quarta-feira (13/09). O vencimento novembro tenta se reaproximar dos US$ 960 cents/bushel, patamar em que se encontrava antes do baixista relatório do USDA de ontem, e está cotado em US$ 955,50 centavos por bushel (5 centavos de alta), no momento em que tamborilo estas mal traçadas linhas. Movimentação noturna relativamente forte com 25 mil contratos negociados durante a madrugada. 

Novamente, o relatório do USDA “bateu” no mercado. Ainda ontem comentamos que a média das projeções dos analistas consultados por agências internacionais, no que se refere ao número de produção, estava em 117,6 milhões de toneladas (em linha com o número apresentado pela Pro Farmer). Mas, já no relatório de setembro, a média esperada era de menos de 115 milhões de toneladas, e no final das contas veio mais de 119, virando o mercado de cabeça pra baixo.

Pois é. Não só veio diferente, como veio na contra-mão do que o mercado esperava. Ao invés de redução de produção, mais aumento. Segundo o USDA, os produzirão americanos colocarão 120,21 milhões de toneladas à disposição da demanda. Disparado, a maior safra da História. No momento do relatório, vimos a soja recuar para 20 centavos de queda, com o contrato de novembro indo buscar os US$  US$ 937.

Por outro lado, como estamos comentando a bastante tempo, a grande oferta acaba gerando sua própria demanda (Lei de Say). Os consecutivos anos de safras cheias e preços baixos (em dólares) incentivaram o consumo mundial aos seus maiores níveis, com 344,30 milhões de toneladas no mundo. Os investimentos em aumento de produção de proteína animal (particularmente na Ásia) estão e continuarão intensos. O dia que tiver uma quebra comprometedora de safra em algum lugar do mundo, provavelmente vai ser um “Deus nos acuda!” na Ásia.

Graficamente, nota-se que, apesar da notícia de cunho baixista indicada no relatório, ainda seguimos em uma tendência lateral. Passado o relatório de setembro, as atenções começam a se voltar para as condições de plantio na América do Sul, cujas condições de baixa umidade em várias regiões começa a gerar um pouco de preocupação. 

Estou em Palmeira das Missões RS- ministrando curso de Proteção de Preços de Soja para os produtores da região até o final dessa semana. Há turmas abertas para a cidade de Carazinho nos dias 25 a 28 de setembro, e darei uma palestra no dia 29 em Getúlio Vargas. Há outras turmas sendo montadas para o início de outubro, também no RS. 

Gráfico Miguel Biegai

Fonte: OTCex Group Genebra

1 comentário

  • Thiane Michelon Ponta Porã - MS

    Tomara que essa quebra comprometedora da safra mundial de soja, se acontecer, nao seja causada pelo Brasil.

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