Alerta para o uso adequado de fungicidas no controle da ferrugem da soja, por Silvânia H. Furlan
Causada pelo temível fungo biotrófico Phakopsora pachyrhizi, a ferrugem asiática vem alarmando há mais de uma década os técnicos e produtores de soja na grande maioria das regiões produtoras do país, pela sua agressividade e mudanças de comportamento quanto à sensibilidade aos fungicidas (sistêmicos).
Nesta safra 2017/18 já foram relatados mais de uma centena de ocorrências de focos da doença em todo o Brasil, evoluindo significativamente nos últimos dias, quando as plantas se encontram na maioria dos cultivos na fase reprodutiva. Este período é considerado bastante crítico quanto à suscetibilidade das plantas e o que se pode acarretar para o seu potencial produtivo.
Aliado ao estádio crítico da cultura (reprodutivo), o fator climático tem contribuído sobremaneira para agravar ainda mais os riscos de epidemias nesta safra. Todo o cuidado deve ser redobrado no que se refere às aplicações preventivas e curativas dos fungicidas para se obter o melhor desempenho deles, sem esquecer as boas práticas relacionadas à tecnologia de aplicação visando uma boa cobertura e proteção das plantas.
Reforçar a importância de se atingir as partes baixeiras das plantas, onde aparecem os primeiros sintomas da doença. O diagnóstico correto é fundamental para as tomadas de decisão e a necessidade de se atingir adequadamente o alvo, em especial para a primeira aplicação da lavoura, preferencialmente efetuada antes do fechamento das linhas. Para as demais aplicações, o intervalo entre elas deve ser rigorosamente obedecido de acordo com as recomendações atuais, geralmente de 14 a 15 dias.
O uso de fungicidas é praticamente a única alternativa de manejo das doenças quando a cultura da soja encontra-se instalada. Particularmente para a ferrugem, o uso dos fungicidas sistêmicos associados aos multissítios são obrigatórios para minimizar os danos e os riscos da resistência do fungo, esta já amplamente conhecida para os três principais grupos químicos utilizados (DMIs, QoIs e SDHIs).
Para esta safra, em especial nas regiões onde vêm ocorrendo maiores precipitações, é importante estar alerta para a escolha do momento correto das aplicações e para a escolha de produtos registrados e avaliados pelas instituições de pesquisa, para evitar problemas de falha no controle das doenças ou investimentos desnecessários. Alerta-se ainda para a adoção de um programa diversificado quanto aos grupos de fungicidas, além do uso correto das doses de registro, do intervalo entre as aplicações e dos adjuvantes recomendados para cada produto.
Portanto, neste cenário de safra com uma presença expressiva de inóculo (uredosporos) distribuído na grande maioria das lavouras de soja do país e de uma favorabilidade climática para o desenvolvimento da doença, o impacto da ferrugem pode ser ainda maior se falhas de naturezas diversas ocorrerem antes e durante as aplicações dos fungicidas, acarretando em queda de eficiência e de rendimento da cultura.
Finalizando, o Instituto Biológico vem dando continuidade aos estudos sobre o monitoramento da sensibilidade das populações de P. pachyrhizi aos fungicidas de diferentes grupos químicos, empregando a metodologia de folhas destacadas (de acordo com o FRAC), além de estar desenvolvendo durante a safra 2107/18, os ensaios de campo de rede nacional visando também monitorar a resistência do fungo no Estado de São Paulo.
SOBRE A UPL
A indiana UPL é uma empresa global que traz soluções inovadoras e sustentáveis em proteção de cultivos para o agricultor. Fundada em 1969, a companhia atua hoje em mais de 86 países com 28 fábricas que desenvolvem, fabricam, formulam e comercializam produtos da mais alta qualidade, segurança e tecnologia. No Brasil, com 12 anos de atuação, a empresa está entre as maiores do segmento com faturamento global de mais de US$ 2 bilhões e ações na Bolsa de Mumbai. A indiana conta com fábrica e estação experimental em Ituverava-SP e foi eleita por dois anos consecutivos como a melhor empresa para se trabalhar pela Great Place to Work® em parceria com a Revista Época. Por meio de seu trabalho com produtores e pesquisadores para encontrar soluções mais eficientes para campo e através de novas formulações e produtos, equipe especializada e expansão de portifólio, conta com forte presença nos mercados de soja, milho, cana-de-açúcar, arroz, café, feijão, citros, algodão, pastagem e hortifruti.
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