Aprosoja MS estima quebra de 11% e próximos dias serão de poucas chuvas

Publicado em 08/01/2019 11:58
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Ao lado do Paraná, as perdas mais intensas na safra 2018/19 de soja tem sido registradas no Mato Grosso do Sul e a região sul do estado é a que mais sofre com o clima desfavorável. De acordo com o presidente da Aprosoja MS, Juliano Schmaedecke, a quebra no estado já está em 11%, com a colheita podendo chegar a 8,9 milhões de toneladas. A estimativa inicial era de 10 milhões.  

Soja 2018/19 sofrendo com a seca em MS Soja 2018/19 sofrendo com a seca em MS Soja 2018/19 sofrendo com a seca em MS

Lavouras de soja sofrendo com a seca no MS

Nos últimos dias, as chuvas chegaram a algumas partes de Mato Grosso do Sul, porém, ainda com volumes insuficientes e distribuição irregular, o que não permitiu uma recuperação expressiva das plantações em todo o estado. 

E para os próximos dias, a situação climática ainda é bastante preocupante. No intervalo dos próximos 7 dias, de acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), as precipitações deverão ficar entre 1 e 20 mm no acumulado do período, média bem baixa e muito aquém das necessidades das lavouras sul-matogrossenses. 

Mapa de precipitação acumulada dos próximos 7 dias em todo o Brasil - Fonte: Inmet

Há locais sem chuvas há cerca de 40 dias, onde a produtividade foi severamente impactada. Em algumas regiões, o rendimento da soja deve ficar em 30 sacas por hectare, onde o potencial inicial estava estimado em até 60.  

Leia ainda:

>> Tempo: Mapas mostram tendência de tempo seco para o Matopiba neste mês de janeiro

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Chapadão do Sul, Lauri DalBosco, as primeiras lavouras colhidas na região registram índices de produtividade abaixo de 50 sacas por hectare, bem distantes do número da temporada anterior de 60. 

Saiba mais:

>> Início da colheita de soja em Chapadão do Sul/MS registra queda de 10% com relação à safra 17/18

"O Mato Grosso do Sul observará eventos dispersos pelo estado, sem grandes concentrações de água. No geral, os mapas climáticos são prejudiciais para o desenvolvimento reprodutivo da soja em Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Bahia, uma vez que chuvas intensas seriam necessárias durante janeiro para amenizar o efeito do clima árido. A safra no Brasil enfrenta um período de estresse produtivo", explicam os analistas da ARC Mercosul.

Percentual de precipitações ARC

Fonte: ARC Mercosul

Ainda segundo a consultoria, os próximos 10 dias serão de padrão mais seco em todo o Centro-Leste do Brasil, com as chuvas mais concentradas no Sul do país, bem como na região Amazônica. Os acumulados totais, entre 7 e 12 de janeiro, deverão ficar enrre 25 e 50 mm. 

Clima ARC

Fonte: ARC Mercosul

Nesse ambiente, a ARC já estima uma baixa de 5 milhões de toneladas na safra 2018/19 do Brasil, com a possibilidade de serem colhidas, portanto, 116,8 milhões de toneladas. "Nossa equipe de análise nos lembra que a probabilidade de uma nova redução é alta, uma vez que os mapas climáticos para janeiro trazem uma retração das chuvas no Centro do país', dizem os especialistas.

Colheita de soja no Paraná começa com lavouras em pior condição, diz Deral

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Por José Roberto Gomes

SÃO PAULO (Reuters) - A colheita de soja da safra 2018/19 no Paraná começou com as lavouras em piores condições, dada a falta de chuvas em níveis adequados há mais de um mês, disse nesta terça-feira o Departamento de Economia Rural (Deral).

Problemas no segundo maior produtor brasileiro da oleaginosa podem levar a colheita nacional a cair, algo que já começa a ser efetivamente considerado por representantes de produtores e uma consultoria. [nL1N1Z40LY]

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgará suas atualizações sobre a safra brasileira na próxima quinta-feira.

Segundo o Deral, vinculado à Secretaria de Agricultura do Paraná, a colheita de soja no Estado alcançava 5 por cento da área até a véspera. Há um ano, as atividades ainda não tinham começado, e o ritmo acelerado de agora reflete o plantio precoce em algumas regiões

Entretanto, devido à estiagem recente, 12 por cento das lavouras paranaenses estão em patamar ruim, condição não reportada pelo Deral em igual momento do ano passado. Outros 30 por cento das plantações foram classificadas com qualidade "média" e 58 por cento com "boa".

"Estamos trabalhando com informações dos campos. As regiões oeste e sudoeste são as mais afetadas neste momento por terem iniciado o plantio maio cedo. Temos uma tendência de redução de produtividade nessas regiões", afirmou o analista Marcelo Garrido, do Deral, acrescentando que alguns relatos apontam para rendimentos até 40 por cento menores.

"Cerca de 30 por cento da produção do Estado está nessas duas regiões. Se elas forem bem impactadas, podemos ter uma redução de produtividade", afirmou, frisando que por ora o Deral mantém a cautela quanto a uma eventual revisão de estimativa de safra.

A expectativa é de que uma nova projeção seja divulgada no fim do mês pelo Deral, que até o momento projeta produção de 19,1 milhões de toneladas de soja em cerca de 5,5 milhões de hectares. [nL1N1YO0W6]

Nos últimos 60 dias, as precipitações ficaram aquém da média em todo o Paraná. No oeste do Estado choveu 130 milímetros abaixo do esperado, enquanto no sudoeste, 101,6 milímetros menos, segundo dados do Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon.

MILHO

Em relação ao milho, o Deral informou que a colheita da primeira safra ainda não começou. Já o plantio da segunda, a "safrinha", alcançava 3 por cento da área até véspera, contra zero um ano atrás.

O Paraná deve produzir 3,20 milhões de toneladas de milho na safra de verão, alta de 11 por cento ante 2017/18, e 12,66 milhões na "safrinha" (+38 por cento), conforme o departamento.

(Por José Roberto Gomes; Edição de Luciano Costa)

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Por Carla Mendes
Fonte Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Geovani Salvetti Ubiratã - PR

    12%??? onde isso???..., aqui na região oeste do Paraná foi mais de 50% de quebra...

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