Soja passa a operar em queda na Bolsa de Chicago na tarde desta 3ª feira

Publicado em 08/01/2019 15:23
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Os preços passaram a ceder depois de quatro sessões consecutivas de altas. Desde o início de 2019, os futuros da oleaginosa vêm especulando sobre a nova safra do Brasil, ao mesmo tempo em que mantém seu foco sobre as relações entre China e Estados Unidos. 

O mercado se ajusta à espera de novidades e após bater nas máximas em três semanas na CBOT, mas ainda assim, recua pela primeira vez após quatro sessões consecutivas. Os traders permanecem atentos às notícias que partem do encontro entre as delegações americana e chinesa que acontece nesta semana em Pequim. 

"Fontes chinesas da ARC já nos informaram que discussões iniciais entre os representantes de cada Governo apresentam sinais de que ambos os lados pretendem achar um consenso para o fim da Guerra Comercial", diz o boletim da ARC Mercosul.

Ao mesmo tempo, o mercado especula sobre todas as questões ao redor da nova safra brasileira. Em função do clima adverso, as perdas continuam se intensificando e chamando a atenção dos participantes em Chicago. As situações mais graves ainda são as do Paraná e do Mato Grosso do Sul.
 
No entanto, o quadro se agrava no Centro-Oeste e no Matopiba e também começam a ganhar mais espaço entre as notícias no cenário internacional. 

Segundo a ARC Mercosul, os próximos 10 dias serão de padrão mais seco em todo o Centro-Leste do Brasil, com as chuvas mais concentradas no Sul do país, bem como na região Amazônica. Os acumulados totais, entre 7 e 12 de janeiro, deverão ficar enrre 25 e 50 mm. 

Nesse ambiente, a consultoria já estima uma baixa de 5 milhões de toneladas na safra 2018/19 do Brasil, com a possibilidade de serem colhidas, portanto, 116,8 milhões de toneladas. "Nossa equipe de análise nos lembra que a probabilidade de uma nova redução é alta, uma vez que os mapas climáticos para janeiro trazem uma retração das chuvas no Centro do país', dizem os especialistas.

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Fonte: Notícias Agrícolas

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