Soja fecha estável em Chicago, mas preços sobem no BR motivados pelo dólar

Publicado em 12/04/2019 17:50
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O mercado internacional da soja fechou a sessão desta sexta-feira (12) no clássico zero a zero na Bolsa de Chicago. Com uma série de incertezas ainda rondando o mercado, mas com a especulação desgastada, os preços da oleginosa terminaram a semana sem variações, ou com pequenas oscilações, nos principais contratos. 

O vencimento maio fechou com US$ 8,95 por bushel, estável, enquanto o agosto recuou tímido 0,25 ponto para terminar os negócios com US$ 9,14. 

Enquanto isso, no Brasil, as cotações subiram motivadas pelo dólar nesta sexta. A moeda americana terminou o dia com 0,83% de alta e valendo R$ 3,8892. A divisa registrou seu mais alto patamar em duas semanas. 

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O câmbio tem sido o principal diferencial para a formação dos preços no Brasil, porém, os negócios têm se mantido lentos com os produtores retraídos frente aos atuais níveis de preços. Nos portos, as referências permanecem no intervalo de R$ 76,00 a R$ 77,00 por saca. 

Nesta sexta, o spot fechou com R$ 76,50 em Paranaguá, subindo 0,66%, e com R$ 75,80 no porto de Rio Grande, com alta de 0,40%. Para maio, R$ 77,00 e R$ 76,40, com ganhos de 0,26% e 0,53%. No terminal de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, alta também de 0,66% para R$ 76,50. 

No interior, os indicativos também subiram, mesmo que não de forma generalizada. Alguns destaques foram Rondonópolis/MT, que subiu 0,72% para R$ 69,50, e São Gabriel do Oeste/MS, onde o ganho foi de 0,78% para R$ 64,50 por saca. 

Bolsa de Chicago

Os traders permanecem dividindo suas atenções entre a questão da guerra comercial - que ainda é o principal fator de atenção, mesmo sem grandes novidades sendo informadas nas últimas semanas - e o cenário climático no Meio-Oeste americano. 

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Além disso, permanecem na defensiva, principalmente em função da posição vendida recorde dos fundos investidores. 

A volatilidade para o mercado de grãos na Bolsa de Chicago conhecida por chegar com as informações de clima no Corn Belt parece ainda não ter aparecido este ano. Mesmo com tantas adversidades já no cenário, os futuros da soja e do milho têm mostrado uma forte resistência em reagir a elas por chegarem em um ano atípico para o mercado e, principalmente, para o comércio de grãos nos Estados Unidos. 

Já são mais de 13 meses de um mercado apático, desgastado pela especulação e com produtores tão preocupados como talvez jamais estiveram. E essas incertezas e indefinições que rondam os produtores americanos também cercam a evolução dos preços. 

De fato, as condições de clima para o início da nova safra de grãos dos Estados Unidos estão longe das ideais e preocupam. Entretanto, o cenário em que esta nova temporada começa a chegar pode preocupar ainda mais. 

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Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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