Soja: Mercado fecha estável em Chicago, mas sobe mais de 1% no interior do Brasil

Publicado em 16/09/2019 18:14

Os preços da soja fecharam a segunda-feira (16) com estabilidade na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa subiram pouco mais de 1 ponto entre as posições mais negociadas, com o novembro valendo US$ 9,00 e o março, US$ 9,25 por bushel. 

Durante todo dia esse foi o comportamento do mercado, se equilibrando entre as notícias que vinham do mercado financeiro - pautadas pela disparada dos preços do petróleo, de mais de 10% - e da conclusão da nova safra norte-americana.

No entanto, a soja foi a commodity agrícola com as reações mais tímidas diante da escalada do petróleo, já que o milho, o trigo, o açúcar e o café subiram mais de 1% entre Chicago e Nova York. 

"A macroeconomia, arrastada pela alta agressiva nos preços do petróleo mundial, oferece um forte suporte às commodities agrícolas, principalmente aquelas com biocombustíveis como subprodutos. Do outro lado, o
cenário climático para a segunda metade de setembro aqui nos Estados Unidos se mostra altamente favorável para o desenvolvimento reprodutivo da soja e do milho", explicam os diretores da ARC Mercosul.

Ainda nesta segunda, os traders estiveram atentos à nova venda de soja dos EUA para a China anunciada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Foram 256 mil toneladas e o volume é todo da safra 2019/20. 

Essa é a segunda venda oficial anunciada nos últimos dias pelo departamento norte-americano. Na última sexta-feira (13), a venda dos EUA para a nação asiática foi de 204 mil toneladas. 

PREÇOS NO BRASIL

No Brasil, apesar da estabilidade também no dólar -dada a cautela inspirada pela cena exterior - os preços subiram em boa parte das praças de comercialização do interior do país pesquisadas pelo Notícias Agrícolas. E os ganhos passaram de 1%, com as referência ainda acima dos R$ 70,00 por saca. 

Já nos portos, os preços permaneceram estáveis para os indicativos de maio do próximo ano, enquanto o produto disponível registrou perdas de mais de 1%, para levar as cotações a R$ 84,50 em Paranaguá e R$ 85,00 por saca em Rio Grande. 

Fonte: Notícias Agrícolas

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