Abiove questiona reajuste de 9% no preço de frete mínimo para transporte de grãos

Publicado em 21/01/2020 17:41

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) diz que não há argumentos técnicos para o reajuste de 9% no preço mínimo do frete para grãos.

Os novos valores da tabela foram estabelecidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na última semana e entraram em vigor na segunda-feira, 20.

As atualizações do piso estão previstas na legislação que estabeleceu a tabela do frete, em maio de 2018. Cabe à agência reguladora reajustar os valores a cada seis meses.

De acordo com o presidente da associação, André Nassar, não houve variações expressivas no preço do diesel e do pedágio que justifiquem o patamar do reajuste do transporte de cargas. Para ele, a alíquota foi a uma resposta a uma "demanda dos caminhoneiros autônomos".

A associação não está confiante de que o Supremo Tribunal Federal (STF) chegará a uma conclusão sobre a constitucionalidade do tabelamento do frete no mês que vem.

O julgamento sobre o assunto está previsto para 19 de fevereiro. Mas a discussão, que se arrasta desde 2018, já foi adiada algumas vezes.

Para a Abiove, que representa as principais tradings de soja do País, o cenário ideal é que a tabela do frete seja considerável inconstitucional. Ou, pelo menos, que haja o estabelecimento de um prazo para vigência do piso mínimo. Caso isso não aconteça, a associação estudará medidas para tentar reverter o tabelamento no Legislativo.

Fonte: Agência Estado

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Preços da soja caem em Chicago, mas alta do dólar mantém equilíbrio no mercado brasileiro
Soja busca sustentação em Chicago nesta 4ª, com suporte do farelo, de olho no clima e no cenário externo
Soja em Chicago e dólar sobem nesta 3ª feira, mas preços no BR ainda são limitados por alta disponibilidade
Imea estima safra de soja 26/27 de Mato Grosso 5,2% menor do que a anterior com El Niño no radar
Anec faz leve redução na previsão de embarques de soja do Brasil em junho
Soja segue estável em Chicago, sustentando leves altas; no Brasil atenção ao dólar