Soja tem 2ª feira de altas na Bolsa de Chicago; Brasil deve ter nova semana compradora

Publicado em 24/08/2020 07:07

Os futuros da soja acompanham todas as demais commodities e inicia a semana em campo positivo na Bolsa de Chicago. Por volta de 6h55 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 3 e 4 pontos nos principais vencimentos, com o novembro valendo US$ 9,08 e o março/21 a US$ 9,21 por bushel. 

O mercado mantém suas atenções sobre o clima nos EUA para a conclusão da safra 2020/21, bem como no comportamento da demanda chinesa no mercado norte-americano. O comportamento dos fundos também favorece o avanço dos preços, acompanhando não só os grãos na Bolsa de Chicago, mas também o petróleo e as softcommodities na Bolsa de Nova York. 

"Última semana cheia de agosto comencando com a Bolsa de Chicago tentativamente mais firme. O entusiasmo hoje está levando investidores a melhorarem um pouco seu apetite ao risco", explica o consultor de mercado Steve Cachia, da Cerealpar.

Assim, ao longo da semana, segundo analistas e consultores, o mercado deverá continuar observando os números divulgados pelo Pro Farmer na última sexta-feira (21), possíveis novas compras da China nos EUA e as condições de clima no Corn Belt, especialmente as que precisam de chuvas para garantirem seu potencial produtivo. 

NO BRASIL

No Brasil, mais uma vez a semana deverá ser marcada por uma atuação mais forte dos compradores do que dos vendedores, "com as indústrias buscando a matéria-prima para trabalhar estes próximos meses e outros tentando melhorar a escala, assim podendo pagar até um pouco mais do que esta girando, mas para volumes complementares", explica Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting.

A demanda interna agora exige mais soja no setor de rações, que ainda precisa processar muito grão para a produção de farelo. Já no setor do biodiesel, ainda segundo Brandalizze, a redução da mistura do óleo de soja no óleo diesel de 12% para 10% mudou a dinâmica do mercado. 

"Isso deve diminuir a pressão nas cotações que fizeram avançar quase R$ 1000 por tonelada em pouco mais de um mês. Pode ter uma fase de calmaria no óleo e, desta forma, aos poucos podendo diminuir a necessidade das indústrias de ir atrás do grão a qualquer preço. Mas, a semana ainda será muito compradora", completa. 

Veja como fechou o mercado na última semana:

+ Soja: Indústria oferta até R$ 137,00 mas novos negócios são escassos e pontuais na semana

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Fonte: Notícias Agrícolas

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