USDA informa nova venda de 450 mil t de soja dos EUA nesta 5ª feira

Publicado em 03/09/2020 10:44

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou as vendas de mais 450 mil toneladas de soja nesta quinta-feira (3). Foram 318 mil para destinos não revelados e mais 132 mil toneladas para a China, sendo todo volume da safra 2020/21. 

A demanda da China tem tido forte influência no avanço dos preços da soja na Bolsa de Chicago, que acumulam nove pregões consecutivos de alta nesta quarta-feira (3). Perto de 10h40 (horário de Brasília), o mercado devolvia parte dos ganhos e registrava pequenas baixas depois de terem iniciado o dia em alta e recuavam de 2 a 3 pontos nos principais contratos, que ainda operavam na casa dos US$ 9,60 por bushel. 

As informações do mercado dão conta de que a China, por meio de suas estatais, estaria ainda bastante presente nos portos americanos fazendo novas compras. A necessidade do país já é conhecida, bem como sua meta em alcançar os volumes acordados com os EUA na fase um do acordo comercial. 

Fontes ouvidas pela Reuters Internacional afirmam que a nação asiática teria comprado ao menos 480 mil toneladas de soja nos últimos dias, para embarques entre dezembro e janeiro. "A China tem sido uma compradora muito ativa e isso tem sido o fator chave para os preços mais altos de soja e milho", diz um trader de Cingapura à Reuters Internacional. 

CLIMA NOS EUA

O clima no Corn Belt também não saiu do radar dos traders. As previsões neste início de setembro, mês determinante para a conclusão da safra 2020/21, são um pouco melhores do que se observava no final de agosto, de acordo com a ARC Mercosul. As preciitações deverão ser mais intensas a partir do dia 7. 

"As previsões climáticas atualizadas hoje trazem a permanência de um padrão chuvoso chegando pelo Cinturão Agrícola dos Estados Unidos a partir do dia 7 de Setembro. Estes próximos 5 dias ainda serão de seca e temperaturas mais elevadas sobre a grande maioria da região sojicultora no país, entretanto o cenário trará grandes mudanças na segunda semana do mês", explicam os analistas da consultoria.

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Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte: Notícias Agrícolas

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