Soja: Preços nos portos do BR ainda variam entre R$ 172 e R$ 178 para safra 2020/21

Publicado em 08/04/2021 19:01 e atualizado em 08/04/2021 19:33 1712 exibições

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O mercado da soja na Bolsa de Chicago abriu o dia no vermelho, em queda, mas passou a subir no meio do pregão e fechou com altas de 0,75 a 6,75 pontos nos principais contratos negociados na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (8). 

A pressão sentida inicialmente veio das boas condições de clima para os EUA, onde a safra 2021/22 começa a ser semeada, o que poderia, inclusive, motivar os produtores a plantarem mais do que foi sinalizado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no último dia 31 em seu relatório de intenção de plantio. 

De outro lado, cancelamentos de compras de soja pela China de soja da safra velha nos EUA reportados no boletim de vendas semanais para exportação do USDA também pesaram sobre o mercado, mesmo que pontualmente. De outro lado, novas vendas foram informadas com volumes da safra 2021/22 e ajudou a equilibrar o impacto do boletim na sessão desta quinta. 

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Os traders também se alinharam diante de um novo corte feito pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires para a safra de soja da Argentina, a qual passou de 44 para 43 milhões na estimativa da instituição. 

E complementando o dia, o mercado acomodou os ganhos antes da chegada do novo boletim mensal de oferta e demanda a ser divulgado pelo USDA nesta sexta-feira, dia 9. 

Os estoques finais da oleaginosa são esperados entre 2,86 e 3,67 milhões de toneladas, com média das expectativas em 3,24 milhões de toneladas. Em março, o número veio em 3,27 milhões e os da safra anterior foram de mais de 14 milhões. 

O reporte, segundo explicam analistas e consultores, porém, não deve trazer grandes mudanças ao cenário da safra 2020/21, mas dar destaque apenas a estoques finais norte-americanos de soja e milho ainda mais ajustados, de acordo com as expectativas do mercado. 

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MERCADO BRASILEIRO

No Brasil, uma pressão sobre os preços foi sentida pela queda de mais de 1% do dólar frente ao real nesta quinta. A moeda americana perdeu 1,26% para encerrar o dia com R$ 5,57. O recuo foi compensando pelo avanço das cotações na Bolsa de Chicago, o que fez com que as referências nos portos permaneça, como explica Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting, entre R$ 172,00 e R$ 180,00 por saca. 

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"As negociações estão muito pontuais. Temos cerca de 85 milhões de toneladas da safra já negociada, o restante nas mãos do produtor para ir negociando aos poucos", diz o consultor. "A safra nova também lenta de negócios, na faixa de R$ 158,00 a R$ 160,00 para 2022 e os produtores aproveitando os bons momentos de troca", complementa.

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja
Fonte:
Notícias Agrícolas

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