Datagro estima produção de 211,94 mi de t de soja na América do Sul na safra 2021/22

Publicado em 08/09/2021 10:15 e atualizado em 08/09/2021 11:25
Para a mesma temporada, consultoria prevê colheita brasileira em 144,07 mi de t

Levantamento realizado pela Consultoria DATAGRO estima uma produção de 211,94 milhões de toneladas para a safra 2021/22 de soja na América do Sul. Caso se confirme, representaria um aumento de 7% sobre os 197,70 mi de t do recorde revisado da temporada 2020/21.

Em relação à área, prevê-se 62,75 milhões de hectares, 2% superior aos 61,43 mi de ha colhidos na revisada safra 2020/21, o que pode resultar em um novo recorde histórico.

“A exemplo da safra anterior, os produtores da região devem ter evolução heterogênea de incrementos da área semeada, com aumentos no Brasil, Paraguai, Bolívia e Uruguai e nova redução na área da Argentina”, diz Flávio Roberto de França Junior, coordenador de Grãos da DATAGRO. “Em relação à produtividade média, a projeção inicial considera relativa normalidade no clima, mas cercado de incertezas em função da provável consolidação do fenômeno La Niña”, complementa.  

Para o Brasil, o maior produtor de soja do mundo, estima-se uma produção de 144,07 mi de t, avanço de 5% sobre os 136,97 mi de t do recorde obtido na safra atual. Para a área, projeta-se 40,57 mi de ha, ante 39,06 mi de ha em 2020/21. Se confirmado, seria o 15º ano consecutivo de aumento.

Os números preliminares para a Argentina, segundo maior produtor da oleaginosa no continente, indicam uma produção potencial de 51,27 mi de t, volume 13% superior à frustrada temporada atual. A expectativa é de uma área inferior, passando dos atuais 17,10 mi de ha para 16,50 mi de ha e, se o clima ajudar, a área a ser colhida pode ter redução um pouco menor, de 16,50 mi de ha para 16,00 mi de ha.

A DATAGRO projeta área e produção maior para o Paraguai, mas sem recordes. Em relação ao primeiro, estima-se 3,500 mi de ha, ante 3,350 mi de ha em 2020/21; já o potencial de produção, em condições de clima regular, pode chegar a 10,47 mi de t, no somatório das safras de verão e de inverno, contra 9,80 mi de t em 2020/21.

Para a Bolívia, o levantamento indica que a área pode alcançar um novo recorde, passando dos atuais 1,43 mi de ha para 1,45 mi de ha; a produção, 3,19 mi de t, montante 7% superior ao da temporada atual e pouco acima do recorde de 3,03 mi de t colhidos em 2019.

Mesma indicação para o Uruguai: projeta-se uma área 12% superior à de 2020/21, alcançando 1,23 mi de ha, com potencial produtivo de 2,95 mi de t, volume 34% superior ao atual, mas aquém dos 3,06 mi de t colhidos em 2019.

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Fonte: Datagro

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