Soja: Volátil, mercado em Chicago volta ao lado negativo da tabela às vésperas do USDA

Publicado em 07/02/2023 12:48

O mercado da soja voltou a recuar na Bolsa de Chicago no início da tarde desta terça-feira (7), depois dos preços testarem ligeiras altas mais ceod. Por volta de 12h30 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa perdiam de 7,50 a 9 pontos nos principais vencimentos, levando o maio a US$ 15,06 e o julho a US$ 14,98 por bushel. 

No complexo soja, o mercado testa os dois lados da tabela. O óleo continua subindo, registrando ganhos de mais de 1% e com a posição mais negociada sendo cotada a 60,04 centavos de dólar por libra-peso. O óleo tinha apoio, mais uma vez, de novas altas do petróleo, que subia também tanto no brent, quanto no WTI. 

Na Bolsa de Dalian, o fechamento do pregão desta terça também foi positivo para o óleo de soja. No paralelo, há ainda um rally entre os preços do óleo de palma diante das revisões da cota de exportação do produto pela Indonésia. 

Leia mais:

+ Indonésia revisará cota de exportação de óleo de palma, diz ministério

De outro lado, os futuros do farelo de soja caem mais de 1,5%, em partes pelas previsões de chuvas na Argentina, mesmo sendo a partir de 12 de fevereiro. E as condições climáticas da América do Sul, em especial na Argentina, continuam preocupando. No Brasil, foco sob o atraso da colheita. "Os preços subiam diante das perspectivas de uma demanda ainda melhor pela soja americana frente ao atraso da colheita brasileira", explicam os analistas do portal Farm Futures. 

As atenções se dão também à demanda chinesa - ainda mais tímida do que o normal depois do feriado do Ano Novo Lunar - bem como os impactos do mercado financeiro não só sobre a soja, mas sobre as commodities de uma forma geral. 

Ao lado das notícias e novidades que chegam diariamente, os traders está também se preparando para o novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta quarta-feira (8). Foco sobre as safras sul-americanas e as exportações dos Estados Unidos. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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