Atrasos em barcaças com soja no Paraguai afetam esmagadoras na Argentina

Publicado em 01/04/2025 18:30

 

ASSUNÇÃO/BUENOS AIRES (Reuters) - Um acúmulo de sedimentos no rio Paraguai atrasou nesta terça-feira as barcaças que transportavam soja paraguaia para Rosário, na Argentina, de acordo com as câmaras de transporte e de processamento da oleaginosa dos dois países.

A Argentina, o maior exportador mundial de óleo de soja, depende da soja paraguaia nessa época do ano, já que a colheita paraguaia terminou, mas a colheita argentina começa neste mês.

O acúmulo de sedimentos ocorreu no rio Paraguai, na foz do rio Bermejo, próximo ao rio Paraná, que faz parte da rota usada pelas barcaças para chegar a Rosário.

Gustavo Idigoras, presidente da câmara de exportadores de grãos da Argentina (CIARA-CEC), disse que os atrasos afetaram o fluxo de barcaças para a Argentina.

O setor de processamento de grãos da Argentina também compra soja dos produtores argentinos, embora esses últimos tenham retido mais grãos do que o normal devido à incerteza com relação à taxa de câmbio de sua moeda.

Raul Valdez, presidente do Centro de Armadores do Paraguai (CAFyM), disse à Reuters que os atrasos também afetaram as exportações de minério de ferro para o Brasil.

Valdez também observou que as condições do rio melhoraram nos últimos dias, devido ao aumento do nível do rio e à dragagem.

As exportações de soja do Paraguai caíram 14,2% nos dois primeiros meses de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024.

(Daniela Desantis em Assunção e Maximilian Heath em Buenos Aires)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Colheita da soja no BR caminha para fase final e chega a 79,59% da área, informa Pátria
Preços da soja sobem timidamente no mercado brasileiro, enquanto custos da safra 26/27 sobem forte
Soja sobe em Chicago nesta 5ª, se recuperando das últimas baixas e acompanhando o óleo
Possibilidade do fim da guerra no Irã tirou força do dólar e trouxe recuos para a soja em Chicago nesta quarta-feira
StoneX faz revisão positiva da safra de soja 2026/27, com ajustes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste
Soja segue caindo em Chicago e Brandalizze vê tendência de novas desvalorizações pela frente