Soja intensifica baixas em Chicago nesta tarde de 2ª feira

Publicado em 15/12/2025 13:04
Preços estão em níveis "pré-encontro entre Trump e Xi Jinping", explica o time da Agrinvest Commodities

O mercado da soja voltou a cair no início da tarde desta segunda-feira (15), depois de começar o dia com estabilidade, e se distanciando ainda mais do patamar dos US$ 11,00 por bushel na Bolsa de Chicago. Por volta de 12h30 (horário de Brasília), as baixas variavam de 5,50 a 6,25 pontos, levando o janeiro a US$ 10,71 e o maio a US$ 10,91 por bushel. 

"A soja devolveu quase toda a alta de outubro/novembro, puxada pelo fraco farmer selling do produtor americano e a expectativa das compras da China. A China está comprando, mas não a ponto de mudar o balanço americano. E fora isso, os fundos compraram muito e muito rápido. A posição hoje não faz sentido", explicou o time da Agrinvest Commodities. 

Assim, o fluxo da demanda chinesa vai sendo acompanhado com uma lupa pelos traders, e entendendo não só quanto e quando a China segue fazendo suas compras, mas também onde. Até porque, em mais algumas semanas, a colheita da safra 2025/26 deverá ser iniciada no Brasil, trazendo ao mercado oferta ainda mais competitiva do que a oleaginosa americana. 

Os traders precisam de combustível novo. Até que ele chegue, a pressão sobre as cotações ou ao menos a lateralização dos preços tende a continuar, segundo explicam analistas e consultores de mercado, uma vez que o mercado segue trabalhando em um cenário de fundamentos e também macro que já conhece. 

O clima na América do Sul melhorou, as lavouras brasileiras vêm tomando um fôlego e também  trazendo alguma pressão a mais sobre os futuros da oleaginosa na CBOT, já que tirou a safra de um risco mais latente que vinha sendo observado nas últimas semanas. 

E nesta segunda-feira, as perdas se intensificando também no óleo de soja contribuiam para as perdas do grão. Nem mesmo o anúncio de mais uma venda hoje pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) deu suporte consistente aos preços. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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