Mesmo com novas compras da China, soja fecha terça-feira com desvalorização em Chicago

Publicado em 30/12/2025 16:54
Sessão sinalizou pouca liquidez de final de ano; foco do mercado segue nos chineses

O pregão desta terça-feira (30) se encerra com a Bolsa de Chicago (CBOT) registrando movimentações negativas para os preços internacionais da soja futura. 

O vencimento janeiro/26 foi cotado a US$ 10,46 com desvalorização de 3,25 pontos, o março/26 valeu US$ 10,62 com perda de 1,25 ponto, o maio/26 foi negociado por US$ 10,74 com baixa de 0,75 ponto e o julho/26 teve valor de US$ 10,86 com queda de 1,25 ponto. 

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última segunda-feira (29), de 0,31% para o janeiro/26, de 0,12% para o março/26, de 0,07% para o maio/26 e de 0,11% para o julho/26. 

Segundo a análise da Agrivnest, a soja recuou na CBOT acompanhando a desvalorização do farelo. 

“A sessão sinaliza pouca liquidez nos negócios, movimento típico de final de ano. O mercado continua acompanhando os sinais de retorno da China às compras de soja americana, com negócios de última hora antes do fim do ano”, apontam os analistas. 

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou novas vendas de 136 mil toneladas de soja norte-americana para a China e outras 231 mil toneladas para destinos não conhecidos, ambas para a safra 2025/26. 

“A leitura do mercado é que a china busca atingir entre 9,5 e 10 milhões de toneladas compradas até o final do ano, alinhada ao acordo comercial. O ponto de atenção agora é se haverá continuidade dessas compras em 2026”, avalia a Agrinvest. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Apesar das altas em Chicago, preços da soja não reagem no BR em função da queda do dólar
Apesar de aumento de área estimado nos EUA, soja fecha 3ª feira com altas de dois dígitos em Chicago
Anec estima exportação de soja do Brasil em 15,86 mi t em março; farelo em 2,24 mi t
Analizando sua comercialização
Soja sobe em Chicago nesta 3ª feira, acompanhando os derivados e à espera dos de área do USDA
Soja não deve ter grandes curvas de preços no curto prazo; produtor deve estar atento aos negócios