Soja inverte o sinal e volta a recuar em Chicago nesta 6ª feira, com farelo caindo mais de 2%

Publicado em 20/03/2026 13:00
Quem limita as baixas é o óleo, que sobe mais de 1%

Os futuros do farelo de soja negociados na Bolsa de Chicago intensificaram o movimento de realização de lucros nesta tarde de sexta-feira (20), perdem mais de 2% e são fator de pressão também para a soja em grão. A oleaginosa passou a recuar - depois de começar o dia testando ligeiros ganhos - e, por volta de 12h55 (horário de Brasília), perdia de 3 a 4 pontos nos principais contratos. Assim, o maio tinha US$ 11,64 e o julho, US$ 11,79 por bushel. 

Ao longo dos últimos dias, os futuros da oleaginosa exibiram oscilações intensas, com investidores ajustando posições diante de um ambiente de incertezas. Parte do suporte observado nesta sexta-feira vem de movimentos técnicos, após perdas recentes, enquanto os fundamentos seguem sendo avaliados com cautela, especialmente diante do avanço da safra sul-americana e de seu ritmo de comercialização.

No campo externo, as atenções continuam concentradas nas tensões no Oriente Médio e nas relações entre China e Estados Unidos. O adiamento do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping segue como destaque no noticiário internacional e adiciona um elemento extra de cautela aos mercados.

Esse cenário contribuiu para uma semana de negociações bastante voláteis em Chicago, sem uma tendência bem definida, com os preços reagindo rapidamente a notícias e mudanças de percepção dos investidores.

Ainda nesta sexta-feira, o que limita o recuo grão é a alta de 1% do óleo de soja que, assim como o farelo, teve também uma semana muito volátil, mas no caminho contrário. Neste 21º dia de conflitos no Oriente Médio, os futuros do petróleo voltam a subir e o barril do brent vai a US$ 109,14, com ganho de 0,5%. Já o WTI, que vinha caindo nos últimos dias, também voltou a subir na sessão de hoje, com a escalada contínua das tensões. 

No Brasil, por outro lado, o movimento de recente de alta na bolsa norte-americana ainda não se traduz em valorização consistente. Os preços domésticos permanecem pressionados. Nesta sexta-feira, todavia, a alta forte do dólar frente ao real é monitorada de perto pelos traders, porém, a pressão vem da CBOT. 

NOTÍCIAS RELACIONADAS

STF abre caminho para conciliação entre produtores e tradings na ação que julga os efeitos da Moratória da Soja
No STF, CNA pede fim da suspensão das ações sobre a moratória da soja
Soja inverte o sinal e volta a recuar em Chicago nesta 6ª feira, com farelo caindo mais de 2%
Importações chinesas de soja dos EUA despencam no 1º bimestre; desembarques brasileiros saltam
Aprosoja MT debate Fethab em meio à crise do setor produtivo
Soja dá sequência às altas em Chicago nesta 6ª feira, puxada pela retomada dos ganhos no óleo