Soja dá sequência às baixas em Chicago nesta 3ª feira, acompanhando perdas do óleo

Publicado em 24/03/2026 07:23
De outro lado, farelo tem leves ganhos, bem como milho e trigo, dando suporte à oleaginosa

As cotações da soja registram novas baixas na manhã desta terça-feira (24) na Bolsa de Chicago, dando continuidade ao movimento negativo observado na sessão anterior. O mercado inicia o dia pressionado por um ambiente mais frágil entre as commodities, refletindo uma combinação de realização de lucros e ajustes técnicos após recentes oscilações.

As principais posições, por volta de 7h05 (horário de Brasília), subiam de 2,50 a 3,25 pontos, com o maio valendo US$ 11,60 e o julho, US$ 11,76 por bushel. 

A oleaginosa perde força acompanhando a retração de outros mercados, em especial o óleo de soja, que opera em baixa e exerce pressão direta sobre os contratos do grão. Por outro lado, o farelo de soja apresenta leves ganhos, trazendo algum suporte e limitando perdas mais intensas. E o óleo de soja recuava mesmo com novas altas sendo registradas pelo petrólo nesta terça-feira, tanto brent, quanto WTI. 

Além disso, os futuros do milho e do trigo, também negociados em Chicago, registram pequenas altas nesta manhã, contribuindo para um cenário de maior equilíbrio entre os principais grãos, mas ainda insuficiente para reverter o viés negativo da soja.

No radar dos investidores, permanecem fatores fundamentais relevantes. O cenário geopolítico segue em destaque, especialmente diante das tensões e conflitos no Oriente Médio, que continuam influenciando o comportamento dos mercados globais, inclusive o de energia.

Outro ponto de atenção é o avanço da colheita na América do Sul, que caminha para sua conclusão e amplia a oferta global, fator que tende a pressionar os preços neste momento. Paralelamente, os agentes acompanham as expectativas em torno de uma possível reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, que pode trazer desdobramentos importantes para as relações comerciais entre Estados Unidos e China — um dos principais vetores de demanda para a soja norte-americana.
 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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