Petróleo volta a subir, puxa óleo e soja segue em alta na Bolsa de Chicago nesta 2ª feira
No início da tarde desta segunda-feira (6), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago continuam subindo, mas ainda registrando ganhos modestos entre as posições mais negociadas. Perto de 12h40 (horário de Brasília), as cotações subiam de 2 a 3 pontos, com o maio valendo US$ 11,66 e o julho, US$ 11,83 por bushel.
O mercado do grão ainda se apoiava nos derivados, com destaque agora para o óleo de soja, que sobe mais de 0,7%, levando o maio a 69,44 cents de dólar por libra-peso. Já o farelo, que avançava mais forte no início do dia, tinha pouco mais de 0,5% de alta. O milho também subia, enquanto o trigo realizava lucros, porém, ainda com espaço para ganhos, como vem sendo sinalizado por analistas e consultores.
Os preços da soja iniciaram a semana e depois de um feriado prolongado em alta na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (6), mantendo o viés positivo observado nas últimas sessões e sustentados por fatores técnicos e fundamentos ainda presentes no mercado internacional.
Os conflitos no Oriente Médio ainda trazem notícias desencontradas e a última informação é de que Irã e Estados Unidos rejeitaram a proposta de paz indicada por países que têm buscado contribuir com um cessar-fogo entre as duas nações. Depois desta notícia, os preços do petróleo voltaram a subir, tanto no brent, quanto no WTI, estimulando os ganhos mais fortes do óleo de soja na CBOT. A informação pesou, por outro lado, sobre o dólar, que voltou a perder força frente a outras moedas. Frente ao real, a baixa era de3 0,14% - perto de 13h (Brasília), cotado a R$ 5,15.
Outro fator que segue no radar dos investidores é a conclusão da safra sul-americana, com destaque para o Brasil, onde a colheita avança, mas ainda gera dúvidas quanto à qualidade e à logística em algumas regiões. Ao mesmo tempo, o mercado continua monitorando a demanda internacional, especialmente da China, se preparando para a reunião de Donald Trump e Xi Jinping em maio.
Apesar das altas desta segunda-feira, o mercado ainda opera com cautela. A proximidade de novos relatórios de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) - com o mensal de oferta e demanda chegando nesta quinta-feira, dia 9 de abril - e o comportamento do clima nos Estados Unidos começam a ganhar relevância nas decisões dos agentes, podendo trazer maior volatilidade às cotações nos próximos dias.