Soja fecha em baixa na Bolsa de Chicago, acompanhando perdas de mais de 1% do farelo

Publicado em 07/04/2026 15:56
Óleo também perde força e encerra o dia no vermelho; BR tem estabilidade

Depois de testar os dois lados da tabela durante todo o dia, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago assumiram as baixas na última parte do pregão e terminaram a terça-feira (7) perdendo entre 7,75 e 9,25 pontos nos principais vencimentos. Assim, o maio concluiu o dia abaixo dos US$ 11,60, valendo US$ 11,58 por bushel, enquanto o junho foi a US$ 11,74. Além do grão, óleo e, principalmente o farelo, também fecharam o dia no vermelho, com o farelo liderando as perdas. 

O derivado encerrou a sessão perdendo mais de 1% nos contratos mais negociados, sentindo a pressão de uma oferta maior, em especial com o esmagamento aumentando nos EUA. O óleo fechou em queda, porém, "iniciou o dia em alta impulsionado pela boas margens de esmagamento nos EUA e acompanhando a escalada dos futuros do petróleo. Na máxima do dia, o óleo chegou a romper o patamar dos 70 cents de dólar por libra-peso, nível que não se via desde 2022", explica o time de análises da Agrinvest Commodities. 

O mercado de energias segue focado nas notícias que chegam do Oriente Médio e se apega no ligeiro progresso feito nas conversas entre Irã e EUA, embora se encerre hoje o prazo dado a Donald Trump ao governo iraniano para a reabertura do Estreito de Ormuz, para um cessar-fogo, sob a ameaça de que "uma civilização inteira vai morrer esta noite" a menos que Teerã chegue a um acordo de última hora.

Assim, subiam mais de 2% os futuros do WTI, enquanto o brent tinha alta de 0,02% entre os principais contratos de cada um dos tipos de petróleo. Ao mesmo tempo, os índices acionários americanos todos operavam no vermelho, bem como o dólar index, que cedia 0,1%. No Brasil, a moeda americana voltava a subir e trabalhava com alta de 0,3% para ser cotada a R$ 5,16.

No Brasil, os preços têm registrado uma semana de estabilidade, com poucas novidades vindas de Chicago, dos prêmios ou do dólar. No entanto, a força das exportações continua sendo um pilar importante de sustentação para estes indicativos, os quais ainda garantem algum momento de comercialização para o produtor brasileiro. Embora as margens sejam ainda ajustadas, há muitas contas vencendo no final de abril que exigirão, para boa parte dos sojicultores, uma participação mais efetiva nas vendas agora. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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