Farelo dispara mais de 3% e soja tem altas de dois dígitos na Bolsa de Chicago nesta 2ª feira
O mercado da soja disparou na Bolsa de Chicago neste início de tarde de segunda-feira (27), com os preços do grão trabalhando com altas de dois nos principais vencimentos, levando o julho a US$ 11,91 e o agosto a US$ 11,84 por bushel. Os futuros do grão acompanham a dispara do farelo, que sobe mais de 3% na CBOT.
Segundo explica a Agrinvest Commodities, a demanda pelo derivado é grande, em especial por parte dos compradores europeus, e vai puxando a soja em grão. No farelo, o julho já chegava aos US$ 328,70 por tonelada curta, renovando suas máximas em alguns meses. Além disso, oferta mais restrita vinda da Argentina também motiva o avanço das cotações.
O mercado segue ainda muito influenciado pelo cenário externo, pelas incertezas geopolíticas com mais um final de semana se concluindo sem um acordo entre Irã e China, e com o estreito de Ormuz ainda bloqueado, " que sustenta petróleo elevado e mantém prêmio de risco nos grãos ligados a energia e fertilizantes", informa o time de análises do Grupo Labhoro.
De outro lado, os fundamentos vão ganhando cada vez mais espaço na atenção dos traders com a nova safra dos EUA em andamento. Também de acordo com a consultoria, as condições de clima ainda favorecem os trabalhos de campo no país, com expectativas de que o plantio da soja venha reportado entre 21% e 24% contra os 12% do último domingo.
O novo número chega nesta segunda-feira, às 17h (Brasília), pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
"O ritmo acelerado dos trabalhos, aliado ao planejamento antecipado do produtor e à boa umidade do solo no Meio-Oeste americano, reforça perspectivas positivas para o potencial produtivo da nova safra. Com isso, gradualmente o foco do mercado tende a migrar da safra velha para o desenvolvimento da temporada 2026/27", afirma a Labhoro.
Do mesmo modo, as expectativas para a reunião de Donald Trump e Xi Jinping que acontece no próximo mês e podem dar espaço para uma demanda maior da China nos EUA também são crescentes.