Soja aprofunda baixas em Chicago nesta 3ª feira com boas chuvas esperadas para o Corn Belt

Publicado em 02/06/2026 12:55
Mapa traz previsão para os próximos 7 dias; plantio na fase final e bom desenvolvimento das lavouras

As baixas entre os preços da soja continuam na sessão desta terça-feira (2) na Bolsa de Chicago e vão se intensificando no início da tarde de hoje. Por volta de 12h30 (horário de Brassília), as cotações perdiam de 5,50 a 11,50 pontos nos principais vencimentos, levando o julho a US$ 11,69 e o agosto a US$ 11,73 por bushel. O mercado segue pressionado pela combinação de clima favorável ao plantio nos Estados Unidos, ritmo lento nas exportações norte-americanas e uma postura mais cautelosa por parte dos fundos de investimentos, em especial frente à continuidade dos conflitos no Oriente Médio.

O principal fator de pressão sobre as cotações continua sendo as condições climáticas na região do Meio-Oeste americano. Previsões de chuvas regulares trazem alívio e garantem boa umidade ao solo, o que favorece o desenvolvimento inicial das lavouras da safra 2026/27 nos Estados Unidos. 

O mapa abaixo, do NOAA - o departamento oficial de clima dos EUA - mostra as chuvas previstas para os próximos sete dias nos EUA, com bons volumes sendo esperados para todo o Corn Belt, em especial estados-chave como Iowa, Illinois, Indiana, Ohio, Missouri, Minnesota. 

Chuvas esperadas para os EUA nos próximos 7 dias - Mapa: NOAA

Segundo os dados trazidos no final da tarde desta segunda-feira (1), o plantio da soja no país já alcançou 87% da área, mostrando um avanço expressivo frente aos 79% da semana anterior. O índice atual supera tanto o registrado no mesmo período do ano passado (83%) quanto a média dos últimos cinco anos (80%). E o departamento, em seu reporte semanal de acompanhamento de safra, apontou ainda 66% das lavouras em boas ou excelentes condições. 

"Os números vieram praticamente em linha com o ano passado, quando os EUA registraram produtividades surpreendentes", afirmou a Agrinvest Commodities.

Além disso, analistas apontam outros fatores determinantes para o atual cenário, como a falta de compras novas por parte dos chineses no mercado norte-americano, já que as especulações foram renovadas após o encontro Trump-Xi no mês passado. 

Na outra ponta, há ainda o posicionamento dos fundos. Dados recentes da CFTC (Commodity Futures Trading Commission) apontam que os fundos de investimento reduziram significativamente suas posições compradas em soja e milho, preferindo realizar lucros e adotar uma postura defensiva.

Ainda nesta terça-feira, o mercado da soja em grão sentia também o peso do óleo, que cai quase 1% apesar da retomada do petróleo, e dos mercados vizinhos, com o trigo perdendo mais de 1% nesta tarde de terça-feira.  

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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