Soja fecha em queda nesta 5ª feira com pressão do Oriente Médio e de olho no novo USDA

Publicado em 11/06/2026 15:57
Possível acordo EUA-Irã derruba o petróleo e pressiona commodities

O mercado da soja fechou no vermelho nesta quinta-feira (11), sentindo a pressão do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), mas também refletindo a mudança de humor dos mercados após a notícia de que Donald Trump cancelou novos ataques ao Irã. 

"A leitura imediata foi de redução do risco de guerra no Oriente Médio, justamente no ponto que mais vinha pressionando petróleo, dólar e ativos de risco", afirmou o analista de mercado da Royal Rural, Pedro Gomes. Perto de 15h30 (Brasília), as cotações do petróleo perdiam mais de 2,3%, levando o barril do WTI a US$ 87,95 e o brent a US$ 90,73. No mesmo momento, subiam ouro, prata e cobre, testando ganhos de mais de 1%. 

Assim, as perdas do óleo de soja também se acentuaram e finalizaram o dia com mais de 1% de queda, contribuindo para a pressão sobre os futros do grão, que chegaram a registrar perdas de dois dígitos nas posições mais negociadas na parte final do pregão. As cotações chegaram a recuperar parte do fôlego e terminaram o dia com baixas de 4,25 a 7,25 pontos, e o julho cotado a US$ 11,15 por bushel, e o agosto a US$ 11,21. 

O mercado se equilibrou, por mais uma sessão, entre a geopolítica, os fundamentos e o novo e morno relatório do USDA. O relatório trouxe poucas mudanças no cenário norte-americano, matendo produção e estoques finais da safra 2026/27, além do esmagamento e das exportações. Já no cenário global, a estimativa registrou uma leve queda de 441,54 para 441,34 milhões de toneladas, mas os estoques finais foram elevados de 124,78 para 124,88 milhões de toneladas. 

No Brasil, os preços da soja também recuaram, diante da combinação de baixas em Chicago e da despencada do dólar frente ao real. A moeda americana perdeu mais de 1%, voltou à casa dos R$ 5,10 e também foi um fator de pressão sobre as cotações tanto nos portos, quanto no interior do país. 
 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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