Soja em Chicago: Preços recuam nesta 3ª feira (14), após atingirem picos de dois meses
Após atingir o maior patamar em quase dois meses na sessão de segunda-feira (13) ao ultrapassar a barreira dos US$ 12,00 por bushel, os contratos futuros de soja operam em baixa na Bolsa de Chicago nesta terça (14). O movimento é de correção e realização de lucros, mas também reflete o mais recente relatório semanal de acompanhamenot de safra divulgado ontem pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que apontou uma melhora marginal na qualidade das lavouras do Meio-Oeste americano.
Por volta de 7h25 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 3,75 e 5,275 pontos e o novembro, o vencimento mais negociado agora, era cotado a US$ 11,89 por bushel.
O mercado estimava estabilidade ou até mesmo leve piora nas lavouras devido ao calor recente, mas os dados mostraram resiliência da safra americana. O índice dos campos de soja classificados como bons ou excelentes subiu de 64% para 65% em uma semana. Atualmente, 50% das lavouras estão em fase de florescimento e 19% já estão na fase de formação de vagens.
No entanto, o calor que acomete os EUA, em especial o Meio-Oeste nos Estados, pode trazer reflexos mais a frente, segundo explicam os especialistas. A janela mais crítica para o desenvolvimento da soja americana é em agosto e sobre este período há também atenção redobrada.
Além do clima, os traders também monitoram a demanda chinesa. Ainda nesta segunda, o USDA confirmou mais vendas de 136 mil toneladas de soja dos EUA para a nação asiática em movimentos que o mercado segue classificando ainda como político, mas que permanece como um ponto de suporte para as cotações.
Na CBOT, a terça-feira é ainda negativa para o farelo de soja, que estende suas perdas da sessão anterior, e de leves ganhos para o óleo, que caminha de lado após as disparada de mais de 3% na sessão de ontem na esteira do petróleo e das tensões no Oriente Médio.