Soja volta a subir em Chicago nesta 5ª, ainda acompanhando os grãos e consolidando os US$ 12
O mercado de grãos dá sequência ao seu movimento de altas nesta manhã de quinta-feira (16) na Bolsa de Chicago, ainda combinando suas atenções entre os fundamentos e os cenários geopolíticos conturbados. A ameaça ao escoamento, principalmente de milho e trigo, pela região do Mar Negro com uma nova onda de ataques entre Rússia e Ucrânia, afetando estruturas portuárias, fez com que as cotações disparassem na sessão anterior e levassem o trigo a registrar mais de 5% de alta na CBOT e passa a ser um dos principais pontos de atenção no radar dos traders.
Assim, perto de 7h20 (horário de Brasília), as cotações subiam 3,50 pontos nas posições mais negociadas, levando o agosto e o novembro a US$ 12,05 por bushel, e o janeiro/27 a US$ 12,19 por bushel. O trigo e o milho também ainda sobem, bem como farelo e óleo.
No paralelo, as atenções estão também sobre as questões climáticas. O cenário é menos agressivo nos EUA e os mapas para os próximos dias indicam algum alívio apesar de mantidos alguns alertas, ao passo em que regiões produtoras de grãos na Europa e na Ásia também preocupam pelas adversidades.
E no caso da soja, a demanda é mais um ponto forte. Além da China mais presente no mercado norte-americano, ontem os dados reportados pela NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA) vieram fortes, indicando um esmagamento no país maior do que o esperado e 16% acima do mesmo período do ano passado.
Hoje, o mercado recebe os dados atualizados das vendas semanais para exportação pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).