Soja amplia perdas em Chicago nesta 4ª feira (5), com clima favorável nos EUA e pressão do farelo
Os preços futuros da soja voltam a operar em baixa na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (5), dando sequência ao movimento de perdas observado nas últimas sessões. O mercado permanece pressionado pelas boas perspectivas para a safra norte-americana, diante de um clima favorável ao desenvolvimento da safra 2026/27 no Meio-Oeste dos Estados Unidos, justamente em um período decisivo para a formação das vagens.
E o mercado se mantém pressionado mesmo diante de um fôlego nos preços do petróleo hoje, após a derrocada da sessão anterior. Brent e WTI sobem quase 2% na manhã de hoje, porém, perto de 7h40 (horário de Brasília), as cotações recauavam entre 5,75 e 6,50 pontos nos principais vencimentos, levando o agosto a US$ 11,49 e o novembro a US$ 11,71 por bushel.
Além do fator climático, os futuros seguem encontrando pressão também do complexo da soja, especialmente do farelo, enquanto os investidores mantêm uma postura cautelosa à espera de novos indicadores sobre a oferta e a demanda globais.
As previsões meteorológicas indicam a manutenção de temperaturas ainda elevadas nos próximos dias nos EUA, porém, mostram também a possibilidade de chuvas regulares nas principais áreas produtoras do país, cenário que reforça as expectativas de uma safra cheia e reduz os prêmios de risco climático incorporados às cotações. Com isso, os fundos seguem liquidando parte de suas posições compradas.
Apesar da demanda seguir presente, os investidores aguardam novos sinais das exportações dos Estados Unidos e da evolução das compras chinesas para avaliar se haverá suporte suficiente para limitar as perdas. Nesta semana, a nação asiática já comprou mais de meio milhão de toneladas de soja americana 2026/27.
No Brasil, o comportamento da Bolsa de Chicago continua sendo um dos principais direcionadores para a formação dos preços. No entanto, a valorização do dólar frente ao real tem amenizadi parte do impacto negativo sobre o mercado doméstico, oferecendo sustentação às cotações nos portos e no interior, especialmente diante da postura cautelosa dos produtores na comercialização. Os prêmios valorizados para a oleaginosa disponível também são um fator de suporte.