Soja sobe em Chicago nesta 6ª com apoio dos derivados e recuperação técnica, mas ainda de olho no clima
Os preços da soja voltaram a subir na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (7), dando sequência aos ganhos da sessão anterior e se ajustando depois da semana intensa, pesada e de muita volatilidade. O mercado encontra suporte nas recompras de posições por parte dos traders, após as baixas fortes, embora o cenário fundamental com foco total sobre o clima no Corn Belt, que tem se mostrado favorável à produção norte-americana.
As cotações subiam de 4,50 a 8,25 pontos nos principais vencimentos, por volta de 7h20 (horário de Brasília), levando o novembro a US$ 11,82 e o janeiro a US$ 11,97 por bushel. Sobem também os futuros do farelo e do óleo de soja na CBOT, porém, os ganhos são tímidos, também depois de terem enfrentado sessões conturbadas no início da semana.
Além disso, operadores seguem monitorando o ritmo da demanda internacional, principalmente por parte da China, que continua sendo um dos principais direcionadores do mercado. Somente nos últimos dias, a nação asiática comprou mais de 600 mil toneladas de soja da safra nova no mercado norte-americano.
Apesar da reação das cotações, o clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos permanece como o principal fator de pressão sobre os preços. As previsões continuam indicando boas condições de umidade e temperaturas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, justamente em uma fase decisiva para a definição do potencial produtivo da safra 2026/27. Esse cenário limita movimentos mais intensos de alta e mantém o mercado mais cauteloso.
Os investidores também permanecem atentos ao novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz na semana que vem, focando, principalmente, dados de área, produtividade e exportação.
No Brasil, a recuperação em Chicago tende a oferecer suporte ao mercado físico, especialmente se vier acompanhada por um dólar firme. A combinação entre câmbio favorável, prêmios ainda sustentados nos portos e a melhora dos futuros internacionais pode preservar a firmeza das indicações - como observado nesta semana.