Soja sobe levemente em Chicago nesta 3ª feira (11), mas mercado trava antes do novo USDA

Publicado em 11/08/2026 07:29
Relatório pode definir novo rumo dos preços; atenção à área plantada, estoques e exportações

À espera das novas projeções para a safra dos EUA, futuros operam com ganhos modestos nesta terça-feira e evitam movimentos mais agressivos antes do relatório de oferta e demanda

Os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago operam com leves altas nesta terça-feira (11), em uma sessão marcada pela cautela dos investidores. Com o novo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no radar, o mercado reduz o ímpeto dos negócios e aguarda novas informações que possam trazer uma direção mais clara para as cotações.

Os futuros da oleaginosa subiam pouco mais de 0,50 ponto nos principais vencimentos, por volta de 7h25 (horário de Brasília), com o novembro cotado a US$ 11,79 e o janeiro a US$ 11,94 por bushel. 

O boletim de agosto será divulgado nesta quarta-feira (12) e é aguardado especialmente pelas novas estimativas para a produção norte-americana de soja na safra 2026/27, com destaque para os dados de área plantada, produtividade. Além disso, o mercado busca indicações também sobre os estoques e exportações dos Estados Unidos, em um momento em que o desenvolvimento das lavouras segue sendo acompanhado de perto e a demanda pela soja norte-americana vem sendo mais agressiva.

A expectativa em torno dos novos números, portanto,mantém os operadores mais cautelosos nesta manhã. Depois dos movimentos de recuperação e das oscilações registradas nas últimas sessões, muitos traders optam por ajustar suas posições à espera dos dados atualizados. 

Qualquer alteração relevante nessas projeções poderá mexer com as expectativas de oferta e, consequentemente, com os preços em Chicago.

Além do USDA, o clima no Meio-Oeste continua como um dos principais fatores acompanhados pelo mercado. Nesta etapa do desenvolvimento das lavouras, as condições climáticas seguem importantes para a definição do potencial produtivo dos Estados Unidos e podem ganhar ainda mais peso caso o relatório traga poucas alterações nas estimativas.

Ontem, ao final da tarde, o USDA trouxe um leve recuo no índice de lavouras classificadas como boas ou excelentes nos EUA, o que traz certo suporte aos preços. 

Ainda nesta manhã de terça-feira, atenção também aos derivados, com leves ganhos para o óleo e ligeiras baixas no farelo, além de milho e trigo caminhando de lado, mas em campo positivo na CBOT. 

NO BRASIL

No Brasil, a movimentação em Chicago continua sendo acompanhada em conjunto com o dólar e os prêmios de exportação. A combinação desses fatores vem sendo benéfica ao produtor brasileiro, que começou a semana avançando com alguns novos negócios diante das referências para o disponível ainda orbitando na esfera dos R$ 150,00 por saca. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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