Óleo de soja cai forte em Chicago e puxa preços do grão nesta 3ª feira; milho e trigo também cedem
O mercado da soja inverteu o sinal e passou a recuar na Bolsa de Chicago no final da manhã desta terça-feira (11). Perto de 11h30 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 5,50 e 7,25 pontos nos contratos mais negociados, levando o novembro a US$ 11,72 e o janeiro a US$ 11,87 por bushel.
Os futuros do grão acompanham as perdas que se acentuaram no óleo de soja - passando dos 2% - e também as ligeiras baixas que são registradas entre os preços do farelo. O trigo e o milho também passaram para o lado negativo da tabela e contribuem para a pressão nos preços da soja em grão.
Ainda assim, esta é uma sessão marcada pela cautela dos investidores. Com o novo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no radar, o mercado reduz o ímpeto dos negócios e aguarda novas informações que possam trazer uma direção mais clara para as cotações.
O boletim de agosto será divulgado nesta quarta-feira (12) e é aguardado especialmente pelas novas estimativas para a produção norte-americana de soja na safra 2026/27, com destaque para os dados de área plantada, produtividade. Além disso, o mercado busca indicações também sobre os estoques e exportações dos Estados Unidos, em um momento em que o desenvolvimento das lavouras segue sendo acompanhado de perto e a demanda pela soja norte-americana vem sendo mais agressiva.
A expectativa em torno dos novos números, portanto,mantém os operadores mais cautelosos nesta manhã. Depois dos movimentos de recuperação e das oscilações registradas nas últimas sessões, muitos traders optam por ajustar suas posições à espera dos dados atualizados.
Qualquer alteração relevante nessas projeções poderá mexer com as expectativas de oferta e, consequentemente, com os preços em Chicago.
Além do USDA, o clima no Meio-Oeste continua como um dos principais fatores acompanhados pelo mercado. Nesta etapa do desenvolvimento das lavouras, as condições climáticas seguem importantes para a definição do potencial produtivo dos Estados Unidos e podem ganhar ainda mais peso caso o relatório traga poucas alterações nas estimativas.
Ontem, ao final da tarde, o USDA trouxe um leve recuo no índice de lavouras classificadas como boas ou excelentes nos EUA, o que traz certo suporte aos preços.
Ainda nesta manhã de terça-feira, atenção também aos derivados, com leves ganhos para o óleo e ligeiras baixas no farelo, além de milho e trigo caminhando de lado, mas em campo positivo na CBOT.