Soja mantém sequência de altas em Chicago nesta 3ª feira (18), com clima nos EUA no radar
Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago seguem em alta nesta terça-feira (18), dando continuidade ao forte movimento positivo registrado na sessão anterior. Por volta de 7h30 (horário de Brasília), os principais contratos subiam entre 7,75 e 8,75 pontos, levando o novembro a US$ 12,24 e o janeiro/27 a US$ 12,39 por bushel. O março já superava os US$ 12,40.
O principal fator de sustentação continua sendo o clima nos Estados Unidos. Chuvas intensas, tempestades e inundações atingiram áreas importantes do Corn Belt nos últimos dias, especialmente em Iowa, Illinois, Indiana e Ohio, em um momento decisivo para a definição do potencial produtivo da soja e do milho norte-americanos. E ontem, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), mais uma vez reduziu o índice de lavouras em boas ou excelentes condições de 61% para 60%.
Na soja, o excesso de água preocupa principalmente as lavouras que estão entre a formação e o enchimento de vagens, fases em que o
O mercado, porém, ainda busca dimensionar os impactos efetivos sobre a safra. A extensão das perdas dependerá de quantas áreas permaneceram inundadas, por quanto tempo e da intensidade dos danos provocados pelas tempestades. E os mapas mostram que nos próximos cinco e sete dias as chuvas ainda continuam, porém, menos intensas. A concentração, todavia, permanece sobre o leste do cinturão.
A imagem a seguir traz a previsão do NOAA, o sistema oficial de clima dos EUA, para as chuvas esperadas nos próximos sete dias.
Além do clima, os investidores acompanham de perto o Pro Farmer Crop Tour 2026, que começou nesta segunda-feira e segue até quinta (20). O levantamento percorre importantes regiões produtoras dos EUA e apresenta estimativas próprias para a produtividade de soja e milho. Os primeiros números já trouxeram sinais de atenção. Nas primeiras paradas da rota leste, na Dakota do Sul, a contagem média de vagens ficou abaixo da registrada no ano passado, aumentando a expectativa sobre os próximos resultados do tour.
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O desempenho dos derivados também ainda ajuda a sustentar a oleaginosa. Depois dos ganhos de ontem, o farelo estende as altas e sobe mais de 1% na manhã desta terça-feria, e o óleo também opera em campo positivo. Dados da NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA) mostraram que o esmagamento de soja americano em julho registrou mais um mês de recorde e cresceu 11% na comparação anual.
Assim, a soja começa esta terça-feira mantendo o impulso comprador observado na véspera. Clima, resultados do Pro Farmer Crop Tour e comportamento dos derivados devem continuar sendo os principais direcionadores de Chicago ao longo da semana, enquanto o mercado tenta avaliar se os problemas climáticos serão suficientes para provocar uma revisão relevante do potencial produtivo dos Estados Unidos.
No Brasil, os preços também começam a semana registrando patamares melhores diante dos futuros mais altos em Chicago, dos prêmios fortalecidos - principalmente no disponível - e do dólar ainda valorizado frente ao real.