Soja perde até R$ 2/sc no mercado de portos nesta 2ª feira com baixas em Chicago de mais de 1%
Os preços da soja nos portos brasileiros fecharam o dia ligeiramente menores do que o registrados ao final da última semana, sentindo a pressão forte do recuo das cotações na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (24) e com pouca sustentação vinda do dólar. "Os preços estão de R$ 1,00 a R$ 2,00 menores. Essa pequena alta do dólar não está compensando as perdas de Chicago", explicou Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting.
Os prêmios, por sua vez, mostraram pouca movimentação e alterações em relação ao final da semana anterior, o que também não contribuiu muito expressivamente para equilibrar os indicativos da soja no mercado nacional neste início de semana. E assim, o movimento de comercialização também retoma seus trabalhos com o fôlego limitado nesta segunda.
"A semana da soja está começando na linha da baixa, clima americano, aparentemente, melhorando um pouco, e o 'cavalinho' está indo embora", afirma Brandalizze, mas reiterando a importância de um monitoramento ainda constante e necessário do comportamento das cotações em Chicago, as quais tendem a seguir operando com volatilidade dada a fase de conclusão da safra dos Estados Unidos e início da nova safra do Brasil.
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PERDAS DE MAIS DE 1% EM CHICAGO
Nesta segunda-feira (24), os futuros da oleaginosa fecharam o dia com perdas de 10 a 15,75 pontos nos principais vencimentos, levando o novembro/26 a US$ 12,24 e o março a US$ 12,44 por bushel.
O mercado recuou durante todo o pregão neste início de semana, com reação aos resultados finais do Pro Farmer que foram divulgados na última sexta-feira (21), após o fechamento da sessão na CBOT, indicando a possibilidade de uma nova safra recorde nos EUA - de 124,4 milhões de toneladas, maior do que a projeção do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de pouco mais de 122 milhões - mas também sentindo a pressão do óleo.
Os futuros do derivado registraram uma sessão de derrocada, caindo mais de 3% entre as posições mais negociadas somente nesta segunda-feira. As perdas variaram de 3,04% a 3,2%, levando o contrato dezembro a 67,33 centavos de dólar por libra-peso.
"O óleo recua em toda a curva, pressionado pela queda dos RINs (nos EUA) pela expectativa de alívio no RFS, após a EPA sinalizar a prorrogação do prazo de compliance das refinarias", explicou o time de análises da Agrinvest Commodities sobre o mercado de biocombustíveis norte-americanos. "Já o farelo é o único componente do complexo no campo positivo", complementa.
Do mesmo modo, o mercado dos óleos vegetais - incluindo o do óleo de soja - também foi pressionado pela queda expressiva do petróleo neste início de semana. Os futuros tanto do WTI, quanto do brent, perdiam mais de 2% já desde o começo do dia, apesar de tensões ainda acirradas entre EUA e Irã, e do Estreito de Ormuz ainda fechado.